‘Practice, however, would unblock the situation’: Cinema and Anthropology in Ruy Duarte de Carvalho’s Visual Work
DOI:
https://doi.org/10.14591/aniki.v9n2.901Keywords:
Ruy Duarte de Carvalho, Angola, cinema, anthropology, ethnographic filmAbstract
While Ruy Duarte de Carvalho has been primarily known for his literary talent, he produced, in the 1970s and 1980s, a vast and prolific cinematography. Despite their tremendous originality and complexity, his films have not been thoroughly investigated. By revisiting Carvalho’s cinematic oeuvre, in particular the documentary series Presente Angolano, Tempo Mumuíla (1979) and the fiction film Nelisita (1982), combined with an analysis of the author’s reflections on his essay O Camarada e a Câmara (1984), this article contributes to the theoretical discussion on the possibilities arising from the intersection of cinema and anthropology that take us beyond the ethnographic film.
References
Abrantes, José Mena. 1986. Cinema Angolano. Um Passado a Merecer Melhor Presente. Luanda: IAC/ Cinemateca Nacional.
__________. 2015. “Cinema Angolano: Um Passado com o Futuro sempre Adiado”. Em Angola, o Nascimento de uma Nação. O Cinema da Independência., editado por Maria do Carmo Piçarra e Jorge António, pp. 15-46. Lisboa: Guerra e Paz, Editores, S.A.
Abrantes, José Mena, e Matos-Cruz, José de. 2002. Cinema em Angola. Luanda: Edições Chá de Caxinde.
Amaral, Ana Rita. 2006. “Sobre Sem Rede: Ruy Duarte de Carvalho – trajectos e derivas”. Etnográfica 10(1): 195-198.
Barros, António Augusto. 2006. “Ao partir palavras – notas para um outro tempo de escuta”. Setepalcos 5 (Julho): 56-63.
Basto, Maria Benedita. 2019. “Escritas e imagens para uma epistemologia nómada. Ruy Duarte de Carvalho e James C. Scott entre resistências subalternas, oralidades e cinema não etnográfico”. Em Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho, editado por Marta Lança, pp. 111-134. Lisboa: BUALA – Associação Cultural e Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
Cádima, Francisco R. N. 2016. “Televisão e Império: Sobre a inexistência de emissões da RTP nas províncias ultramarinas portuguesas”. Media & Jornalismo XVI (29): 83-91.
Carvalho, Ruy Duarte de. 1984. O Camarada e a Câmara. Cinema e Antropologia para Além do Filme Etnográfico. Luanda: INALD.
__________. 1985. Nelisita: Argumento do Filme. Luanda: União dos Escritores Angolanos.
__________. 1997a. A Câmara, a Escrita e a Coisa Dita. Luanda: Instituto Nacional do Livro e do Disco.
__________. 1997b. Aviso à Navegação: Olhar Sucinto e Preliminar sobre os Pastores Kuvale da Província do Namibe com um Relance sobre as Outras Sociedades Agropastoris do Sudoeste de Angola. Luanda: INALD.
__________. 1999. Vou lá Visitar Pastores: Exploração Epistolar de um Percurso Angolano em Território Kuvale (1992-1997). Lisboa: Cotovia.
__________. 2002. Os Kuvale na História, nas Guerras e nas Crises. Artigos e Comunicações (1994-2001). Luanda: Editorial Nzila.
__________. 2004a. “Em quem pensa quem ‘responde’ pelos Kuvale?”. Cadernos de Estudos Africanos 5/6 (Junho): 197-208.
__________. 2008. A Câmara, a Escrita e a Coisa Dita... Fitas, Textos e Palestras. Lisboa: Cotovia.
Cordeiro, Ana Dias. 2010. “A obra deste escritor também é cinema”. Ípsilon, 10 de Novembro de 2010.
Dias, Inês Cordeiro. 2019. “A câmara e a nação: a criação de um país nos filmes de Ruy Duarte de Carvalho”. Em Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho, editado por Marta Lança, pp. 153-164. Lisboa: BUALA – Associação Cultural e Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
Estermann, Carlos. 1961. Etnografia do Sudoeste de Angola. O Grupo Étnico Herero. Vol. III. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar.
__________. 1971. Cinquenta Contos Bantos do Sudoeste de Angola: Texto Bilingue com Introdução e Comentários. Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola.
Fischgold, Christian. 2019. “Presente Angolano, Tempo Mumuíla: para além do filme etnográfico”. ITINERÁRIOS–Revista de Literatura 49: 63-78.
Lança, Marta. 2019. “Foi a partir do cinema que me tornei antropólogo”. Em Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho, editado por Marta Lança, pp. 138-152. Lisboa: BUALA – Associação Cultural e Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
Levin, Tatiana. 2015. “Dos filmes dos pioneiros aos ‘realizadores da poeira’: que cinema angolano?” Em Angola, o Nascimento de uma Nação. O Cinema da Independência, editado por Maria do Carmo Piçarra e Jorge António, pp. 75-100. Lisboa: Guerra e Paz, Editores, S.A.
Lopes, Rui Guilherme. 2006. “Eu digo que te vais lá visitar, entre os pastores”. Setepalcos 5 (Julho): 54-55.
Maxwell, Kenneth. 2005. “Os Estados Unidos e a descolonização portuguesa (1974-1976)”. Relações Internacionais 8 (Dezembro): 5-37.
Monteiro, João Gouveia. 2006. “Ruy Duarte de Carvalho na VII Semana Cultural da Universidade de Coimbra”. Setepalcos 5 (Julho): 4-5.
Moorman, Marissa. 2018. “Estado, nação, arquivo: três curtas de Ruy Duarte de Carvalho”. Em A Colecção Colonial da Cinemateca. Campo, Contracampo, Fora-de-campo, editado por Maria do Carmo Piçarra, pp. 108-117. Lisboa: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e Aleph – Rede de acção e investigação crítica da imagem colonial.
Nicolau, Teresa. 2006. “A utopia da identidade no cinema de Ruy Duarte de Carvalho”. Setepalcos 5 (Julho): 44-47.
Piçarra, Maria do Carmo. 2015. “Ruy Duarte: um ‘cinema de urgência’ para resgatar Angola do ‘hemisfério do observado’”. Em Angola, o Nascimento de uma Nação. O Cinema da Independência, editado por Maria do Carmo Piçarra e Jorge António, pp. 101-137. Lisboa: Guerra e Paz, Editores, S.A.
Pimentel, Joana. 2013. “Imagens de Angola colonial na colecção da Cinemateca Portuguesa”. Em Angola, o Nascimento de Uma Nação. O Cinema da Libertação, editado por Maria do Carmo Piçarra e Jorge António. Vol. II, pp. 109-140. Lisboa: Guerra e Paz, Editores, S.A.
Pinto, António Costa. 2001. O Fim do Império Português: A Cena Internacional, a Guerra Colonial, e a Descolonização, 1961-1975. Lisboa: Livros Horizonte.
Ponte, Inês. 2019. “Conhecer e animar o arquivo de RDC: processos e resultados a partir de uma inventariação”. Em Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho, pp. 185-208. Lisboa: BUALA – Associação Cultural e Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
__________. 2021. “An Angolan vernacular-language fiction film as para-ethnographic film: Nationalism and the evolving politics of film circulation and reception”. History and Anthropology, 32(5): 596-616.
Predal, René. 1982. Jean Rouch, un griot gaulois. Paris: L’Harmattan.
Sá, Tiago M.V. Moreira de. 2011. “O Amigo Inconveniente. Os Estados Unidos, a África do Sul e a Descolonização de Angola”. Em O Fracasso da Operação Savannah (Angola-1975), editado por Miguel Júnior, pp. 20-40. Luanda: Mayamba.
Sampaio, Sofia. 2018. “O que sobrou: materialidade e colonialismo numa coleção de imagens em movimento”. Mana XXIV (3): 247–276. https://doi.org/10.1590/1678-49442018v24n3p247


