Estrada da Vida (1952) e a Cinematográfica Terras do Brasil: A presença das mulheres no cinema brasileiro do início dos anos 1950

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.14591/aniki.v9n1.855

Palabras clave:

Cinematográfica Terras do Brasil, Estrada da Vida (1952), Tânia Simões, Jovita de Almeida, mulheres cineastas

Resumen

El artículo reconstruye y analiza la trayectoria de las directoras Tânia Simões y Jovita de Almeida Pontes, que fundaron la Cinematográfica Terra do Brasil a principios de la década de 1950. La productora, con sede en São Paulo, decía ser la única con un equipo exclusivamente femenino hasta entonces. La empresa produjo cortometrajes, según informaron los periódicos y revistas de la época, y sólo un largometraje, "Estrada da Vida", cuyo guión era una adaptación de una novela escrita por Tânia Simões y que quedó inconcluso. Tras el retroceso del cine paulista, Tânia y Jovita se trasladaron a Río de Janeiro y trabajaron en la escena teatral carioca a través de dos compañías, D.I.A.N.E. y, posteriormente, la Empresa Teatral e Cinematográfica da Guanabara. En este periodo fueron masacradas por columnistas y críticos, sufrieron duras acusaciones de explotación de jóvenes talentos, agravadas por el escándalo de la exposición pública de ser lesbianas. En la década de 1960, sus nombres vuelven a aparecer en la prensa, esta vez en las páginas de la policía, acusadas de engaño. A partir de fuentes primarias, el artículo busca comprender la entusiasta embestida de Tânia y Jovita al frente de la Cinematográfica Terra do Brasil en el cine paulista, así como los desplazamientos que forman parte de sus trayectorias. Considerando también las lagunas de esta historia, el texto busca ejercer un posible análisis sobre los deseos y las obras inconclusas en la historia del cine realizado por mujeres.

 

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Publicado

2022-01-11