O corpo que resta: Energia negativa no cinema de Pedro Costa

Autores/as

  • Eduardo Brandão Pinto Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Comunicação, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, 22290-240, Rio de Janeiro.

DOI:

https://doi.org/10.14591/aniki.v7n2.662

Palabras clave:

Pedro Costa, corpo, energia negativa, cinema e filosofia

Resumen

O cinema de Pedro Costa é atravessado pelas figuras humanas, como Vanda Duarte e Ventura, que emergem em uma tensão entre corpo, olhar e imagem. Neste ensaio, reconhecemos a aparição dessas corporeidades, sempre sob um permanente status nascendi a destituir a implantação de um estatuto que as identifique como personagens ou sujeitos. Para isso, discutimos a carnalidade como aquilo que é tramado por energias negativas a instituírem uma forma de subjetividade sem sujeitos. Buscando homologias entre imagem cinematográfica e filosofia – em conexão com o pensamento do filósofo brasileiro Vladimir Safatle – reconhecemos o negativo como categoria estética central, com que se produz uma imagem proletária, altamente magnetizada por um poder de revolta.

Biografía del autor/a

Eduardo Brandão Pinto, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Comunicação, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, 22290-240, Rio de Janeiro.

Eduardo Brandão Pinto é pesquisador, cineasta e professor de cinema. Formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense e Mestre em Artes da Cena pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é atualmente doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura desta mesma universidade. Dirigiu curtas-metragens, entre eles Vazio do lado de fora (2017, 22'), que fez parte da Seleção Oficial Cinéfondation do Festival de Cannes 2017.

Publicado

2020-07-14