O corpo que resta: Energia negativa no cinema de Pedro Costa
DOI:
https://doi.org/10.14591/aniki.v7n2.662Palabras clave:
Pedro Costa, corpo, energia negativa, cinema e filosofiaResumen
O cinema de Pedro Costa é atravessado pelas figuras humanas, como Vanda Duarte e Ventura, que emergem em uma tensão entre corpo, olhar e imagem. Neste ensaio, reconhecemos a aparição dessas corporeidades, sempre sob um permanente status nascendi a destituir a implantação de um estatuto que as identifique como personagens ou sujeitos. Para isso, discutimos a carnalidade como aquilo que é tramado por energias negativas a instituírem uma forma de subjetividade sem sujeitos. Buscando homologias entre imagem cinematográfica e filosofia – em conexão com o pensamento do filósofo brasileiro Vladimir Safatle – reconhecemos o negativo como categoria estética central, com que se produz uma imagem proletária, altamente magnetizada por um poder de revolta.


