O Cinema Português, o Transtemporal e o Mito
DOI:
https://doi.org/10.14591/aniki.v3n1.178Palabras clave:
cinema português, mito, memória, identidade nacional, transtemporalidadeResumen
Eduardo Lourenço meditou sobre a relação histórico-mitificada dos portugueses com o seu país, afirmando que estes têm vivido numa espécie de hiper-identidade, incorporando uma obsessão pelo passado, que co-existe com uma espera utópica pelo futuro, tal como representa o mito do sebastianismo.
O Cinema Português, o Transtemporal e o Mito parte, sobretudo, da obra de Lourenço para propor uma investigação sobre a forma como os mitos identitários – criados e difundidos pela literatura ao longo dos séculos –, obtiveram representações imagéticas nos séculos XX e XXI, através de um cinema que construiu e desconstruiu estas mitológicas histórico-patrióticas. Portanto, se houve um cinema que, ao serviço do Estado Novo, solidificou estes mitos, posteriormente, estes iriam ser desconstruídos por uma série de películas do pós-25 de Abril, convocando a capacidade da imagem em re-edificar continuamente um património comum mitificado.


