Uma dramaturgia da violência: os filmes de João Canijo, de Daniel Ribas

  • Abílio Hernandez Cardoso Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras, 3004-530 Coimbra
Palavras-chave: Identidade, Não-inscrição, Realismo, Recalcado, Representação, Violência

Resumo

Ribas propõe a noção de dramaturgia da violência nos filmes de João Canijo, resultante do diálogo intertextual que cruza a tragédia grega e o melodrama americano e concretizada na representação de um imaginário português contemporâneo, analisado a partir dos conceitos de não-inscrição (José Gil) e do recalcado (Eduardo Lourenço).

Biografia Autor

Abílio Hernandez Cardoso, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras, 3004-530 Coimbra

Professor aposentado da Universidade de Coimbra, onde ensinou Literatura Inglesa e História e Estética do Cinema.

Doutorado em Literatura Inglesa com a tese De Ítaca a Dublin: Ulysses e a odisseia da palavra.

Autor do livro Dar a ver o que nos cega: escritos sobre cinema (Edições 70, 2019), coordenador, com Margarida Cardoso, de Cinema português em perspetiva (Instituto Camões, 2017), e autor dos ensaios “Quando um livro nos ensina a ler, in Ut pictura poesis  (Colégio das Artes, 2019) e “Uma ética do olhar em Resnais, Godard e Nemes”, in Kátia Mendonça, coord., Imagem, Arte, Ética e Sociedade (Brasil, Belém do Pará: Editora EditAedi, 2018).

Autor de estudos sobre James Joyce, Rupert Brooke, Wilfred Owen, Federico García Lorca, Manuel Alegre, Pablo Neruda, o cinema e a literatura, o cinema expressionista alemão e o cinema e a cidade.

Membro do Conselho Consultivo da AIM – Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento, e do Conselho Editorial da revista Manifesto.

Publicado
2020-01-23