Filmes utilitários, amadores, órfãos e efémeros: repensando o cinema a partir dos “outros filmes”

Sofia Sampaio, Raquel Schefer, Thaís Blank

Resumo


Os estudos de cinema têm vindo a construir-se em torno do filme de ficção, dentro de um paradigma predominantemente estético, autoral e nacional. Apesar de constituírem a maior parte da produção mundial, os filmes de não-ficção – uma categoria alargada, de metragem variada, que inclui diferentes géneros – têm sido marginalizados ou excluídos das várias histórias e historiografias do cinema, nacionais e internacionais. Esta introdução ao dossier “Outros Filmes”, começa por delinear o surgimento, na década de 1990, dentro e fora da academia, de perspectivas críticas que permitiram a valorização destes filmes e, por conseguinte, o seu estudo. É tendo em conta este contexto internacional que se apresenta um breve balanço do panorama português e brasileiro. O objectivo do dossier, a partir dos seus 6 artigos (a maior parte dos quais sobre o filme amador e o filme de actualidades), é lançar as bases para uma discussão mais vasta sobre o modo como os “outros filmes” podem (devem?) levar-nos a repensar os estudos de cinema e das imagens em movimento.

Palavras-chave


não-ficção; filme amador; filme de actualidades; Portugal; Brasil

Texto Completo: PDF



Esta revista é publicada pela AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento com o apoio do IHC - Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL) | Os textos aqui publicados têm uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional | Design: Bloco D | ISSN 2183-1750

Indexação: Latindex, ERIH/European Science Foundation, RCAAP, DOAJ, Crossref | CAPES/WebQualis: A2