O Cinema Português, o Transtemporal e o Mito

  • Sara Castelo Branco Universidade do Porto, Faculdade de Belas Artes, 4049-021 Porto, Portugal.
Palavras-chave: cinema português, mito, memória, identidade nacional, transtemporalidade

Resumo

Eduardo Lourenço meditou sobre a relação histórico-mitificada dos portugueses com o seu país, afirmando que estes têm vivido numa espécie de hiper-identidade, incorporando uma obsessão pelo passado, que co-existe com uma espera utópica pelo futuro, tal como representa o mito do sebastianismo.

O Cinema Português, o Transtemporal e o Mito parte, sobretudo, da obra de Lourenço para propor uma investigação sobre a forma como os mitos identitários – criados e difundidos pela literatura ao longo dos séculos –, obtiveram representações imagéticas nos séculos XX e XXI, através de um cinema que construiu e desconstruiu estas mitológicas histórico-patrióticas. Portanto, se houve um cinema que, ao serviço do Estado Novo, solidificou estes mitos, posteriormente, estes iriam ser desconstruídos por uma série de películas do pós-25 de Abril, convocando a capacidade da imagem em re-edificar continuamente um património comum mitificado.

 

Biografia Autor

Sara Castelo Branco, Universidade do Porto, Faculdade de Belas Artes, 4049-021 Porto, Portugal.
Sara Castelo Branco (1989, Porto). Mestre em Estudos Artísticos – Teoria e Crítica da Arte pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) e licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura (ULP). 
Na área da investigação e da crítica de arte e de cinema, contribui regularmente com artigos e ensaios para revistas e catálogos. Tem participado em conversas, apresentado comunicações e feito apresentações em locais como a Fundação e Museu de Serralves (Porto), o Espaço Mira (Porto), a Bienal da Maia 2015 (Maia) ou a Facultad de Traducción y Documentación - Universidad de Salamanca (Espanha).
Publicado
2016-01-29