Le vieil homme et la cage de verre : Adolf Eichmann et la migration d’une iconographie sous- et surdéterminées
Résumé
Il s’agit ici de s’interroger sur la représentation filmique paradoxale d’Adolf Eichmann, l’abondance d’images du procès de 1961 à Jérusalem contrastant avec la pénurie d’images d’archives relatives à sa carrière sous le troisième Reich et à sa fuite d’Allemagne. L’article s’intéresse d’abord aux productions fictionnelles et documentaires sur Eichmann depuis sa capture à Buenos Aires pour en déterminer les schémas narratifs et discursifs. Dans un deuxième temps, on se penche sur quelques-uns des films réalisés en Allemagne sur Eichmann après la chute du Mur. Ces docu-fictions révèlent une évolution intéressante de la mémoire culturelle par rapport à la Shoah. Pour finir est proposée une analyse du phénomène de migration d’images, à l’exemple de la fameuse cage de verre qui est devenue une sorte de « super-signe » de l’Holocauste et que l’on retrouve sous différentes formes, y compris dans des films grand public.

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