Como a Nouvelle Vague inventou o DVD: cinefilia, novas vagas e cultura cinematográfica na era da disseminação digital
DOI:
https://doi.org/10.14591/aniki.v1n1.61Palavras-chave:
Nouvelle Vague, DVD, cinefilia, cultura cinematográfica, tecnologias digitaisResumo
Se as configurações emergentes da literacia audiovisual na era das redes digitais são muitas vezes tratadas em termos da sua absoluta novidade e inovação, este artigo procura desviar ligeiramente o foco de atenção, e pensar, em vez disso, o novo em termos antigos. O que se propõe é o argumento de que foi com a Nouvelle Vague e com a cultura cinematográfica da França dos anos 60 do século XX que se “inventou” o DVD. Trata-se obviamente de um argumento contrafactual; mas, se entendermos o DVD enquanto construção discursiva que articula uma determinada perspetiva sobre o cinema, então admitiremos que simula e copia algumas das principais características da cinefilia daqueles anos 60, que surgiram no contexto das novas vagas. Por outro lado, a Nouvelle Vague é vista como um vasto movimento discursivo, que compreende todos os sectores do cinema enquanto instituição, e não apenas cinco realizadores-autores (Truffaut, Godard, Chabrol, Rohmer e Rivette) com os seus respetivos filmes. Ao defender a relevância perpetuada da história e da cultura fílmicas, este artigo procura sublinhar o facto de que há transformações tecnológicas, assim como transformações estéticas, fulcrais para a compreensão da cultura dos media.Downloads
Publicado
2014-01-28
Edição
Secção
Dossier Temático


