Como a Nouvelle Vague inventou o DVD: cinefilia, novas vagas e cultura cinematográfica na era da disseminação digital

Malte Hagener

Resumo


Se as configurações emergentes da literacia audiovisual na era das redes digitais são muitas vezes tratadas em termos da sua absoluta novidade e inovação, este artigo procura desviar ligeiramente o foco de atenção, e pensar, em vez disso, o novo em termos antigos. O que se propõe é o argumento de que foi com a Nouvelle Vague e com a cultura cinematográfica da França dos anos 60 do século XX que se “inventou” o DVD. Trata-se obviamente de um argumento contrafactual; mas, se entendermos o DVD enquanto construção discursiva que articula uma determinada perspetiva sobre o cinema, então admitiremos que simula e copia algumas das principais características da cinefilia daqueles anos 60, que surgiram no contexto das novas vagas. Por outro lado, a Nouvelle Vague é vista como um vasto movimento discursivo, que compreende todos os sectores do cinema enquanto instituição, e não apenas cinco realizadores-autores (Truffaut, Godard, Chabrol, Rohmer e Rivette) com os seus respetivos filmes. Ao defender a relevância perpetuada da história e da cultura fílmicas, este artigo procura sublinhar o facto de que há transformações tecnológicas, assim como transformações estéticas, fulcrais para a compreensão da cultura dos media.

Palavras-chave


Nouvelle Vague; DVD; cinefilia; cultura cinematográfica; tecnologias digitais

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