¿Qué quiere de mí esa foto? La imagen de perpetrador de Bophana y su contracampo. Iconografías del genocídio camboyano
Résumé
Imágenes de perpetradores son aquéllas que forman parte de la maquinaria de destrucción (tortura, genocidio...), es decir que entre el ejercicio de la violencia y el dispositivo de producción de imágenes existe una compenetración. Sin embargo, tal condición no prejuzga el grado de implicación (personal, temporal, espacial) entre estos dos procesos, entre los que pueden existir hiatos. El objetivo del presente texto es analizar la producción y migración de una imagen-icono de perpetrador asociada al genocidio camboyano (la de Hout Bophana). En un primer momento, se determina el proceso de gestación (pragmático) de estos mug shots que identificaban a los detenidos, poniendo de relieve su modalidad de perpetrador. En un segundo momento, se estudia el uso, reapropiación, inserción, détournement de esta misma imagen siñalética en dos films dirigidos por Rithy Panh: Bophana, une tragédie combodgienne (1996) y Duch. Le maître des forges de l’enfer (2011). En el itinerario propuesto se transita de la realización de una imagen performativa (que produce un enemigo, en lugar de sólo registrarlo) hasta su confrontación con el perpetrador responsable de su ejecución, pasando por la reelaboración pictórica y cinematográfica de la contrafigura, el contracampo, de esa imagen de perpetrador.

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