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Seminário de Investigação Permanente


1.ª Edição do Seminário de Investigação Permanente (online)

Com esta iniciativa a AIM pretende reforçar as ligações entre os seus associados independentemente do país ou continente em que se encontram. A sessão terá lugar hoje, dia 4 de março de 2021, entre as 15 e as 18 horas.


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Intervenções:

- “Som no cinema português das décadas de 80 e 90: do artesão à industrialização” por Tiago Fernandes (UBI). Grupo de Trabalho "Cinema e Materialidades"

Na produção de uma longa metragem de ficção, a conceção da banda som de um filme é, frequentemente, materializada a partir do trabalho de uma equipa composta por vários elementos: diretor de som, operador de som, assistente de som, sonoplasta, editor de diálogos/efeitos, artista de foley, técnico de gravação e, finalmente, do misturador. Mas será que foi sempre assim na história do cinema português? A partir da análise das décadas de 80 e 90, nomeadamente a partir da constituição das equipas de som, dos métodos de trabalho e da filmografia disponível, é objetivo desta investigação contribuir para a historiografia dos estudos sobre o som para cinema em Portugal, área frequentemente esquecida e desvalorizada.


- “Implicações entre jogos olímpicos e guerra: tomada e retomada dos arquivos em Chris Marker e Carole Roussopoulos” por Julia Fagioli (UFJF) e Glaura Cardoso Vale (UFMG). Grupo de Trabalho "Outros Filmes"

Propomos analisar de que maneira o cinema de arquivo retrabalha imagens de jogos olímpicos. Se em Olympia (Leni Riefenstahl, 1938) há um propósito de propaganda nazista através da exaltação dos corpos, as iniciativas que nos interessam mais de perto são documentários que filmam e retomam imagens do cinema, da televisão e do vídeo com o intuito não apenas de descontruir o ideal atlético, mas de questionar as relações entre a pretensa ideia de paz dos jogos e a guerra tais como Olympia 52 (Chris Marker, 1954), Munich (Carole Roussopoulos, 1971) e O fundo do ar é vermelho (Chris Marker, 1977).