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CFP

Fechado

Chamada para Trabalhos genérica

O X Encontro Anual da AIM terá lugar no Instituto Politécnico de Setúbal entre 27 e 30 de maio de 2020, numa organização conjunta da AIM e a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. O Encontro Anual da AIM é uma conferência internacional onde todas as propostas serão submetidas a revisão por pares. Serão publicadas Atas em formato eletrónico.

Criada em 2010, a AIM pretende reunir em Portugal o conjunto de investigadores que têm em comum objetos e temas de pesquisa relacionados com a imagem em movimento. Com este objetivo, realizaram-se já nove encontros anuais: na Universidade do Algarve, Faro (2011), na Universidade Católica Portuguesa, Lisboa (2012), na Universidade de Coimbra (2013), na Universidade da Beira Interior, Covilhã (2014), no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (2015), na Universidade Católica Portuguesa, Porto (2016), na Universidade do Minho, Braga (2017), na Universidade de Aveiro (2018) e na Universidade de Santiago de Compostela, Espanha (2019). 

A AIM convida à submissão de propostas de comunicação, em português, galego, castelhano ou inglês, que não excedam os 1500 carateres (incluindo espaços), nas seguintes áreas (que poderão ser alargadas a outras): cinema, televisão, vídeo e media digitais.

As propostas para o Encontro Anual podem ser submetidas por membros da AIM (inscrição gratuita) e por não-membros (taxa de inscrição de 60€, após aceitação). As contribuições poderão assumir a forma de comunicações individuais ou painéis pré-constituídos. Alguns painéis poderão ter respondentes. Os proponentes que já sejam membros da AIM terão de renovar a sua inscrição e proceder ao pagamento das quotas relativas à anuidade de 2020 até 15 de novembro de 2019 (30€/normal; 20€/estudantes de licenciatura e mestrado).

O prazo para submissão de propostas termina a 15 de novembro de 2019.

Todas as propostas, incluindo dentro dos grupos de trabalho, devem ser submetidas através de formulário próprio aqui.



Chamadas de Trabalho específicas dos Grupos de Trabalho da AIM

  • Cultura Visual Digital

    Sugestão de tópicos:


    - arqueologia dos media;

    - história das técnicas cinematográficas e televisivas;

    - formas culturais nativas da Internet 2.0;

    - modos de produção, exibição e distribuição digitais e a Internet 2.0;

    - relocalização da experiência cinematográfica;

    - teorias do dispositivo cinematográfico/audiovisual ideologias da cultura audiovisual contemporânea;

    - críticas da cultura participatória; animação, documentário, live cinema, realidade virtual, transmedia, videoclipe, vídeo-ensaio.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: mpinhoalves@gmail.com, nog.luis@gmail.com

  • História do Cinema Português

    Comunidades cinéfilas em Portugal no séc. XXI

    Sugestão de tópicos: Voltar ao arquivo, rever as fontes. Na última década, vários investigadores têm promovido, através de projectos individuais ou colectivos, um conjunto de propostas de releitura e redefinição dos estudos sobre cinema em Portugal. Através de uma valorização do arquivo e de uma prática arqueológica de pesquisa, que tem resgatado do esquecimento vários núcleos de fontes primárias e secundárias, contribuiu-se, de forma significativa, para rever criticamente vários aspectos da história do cinema em Portugal, tal como se foi canonizando em décadas anteriores. Se, por um lado, esta nova abordagem tem permitido "re-escrever" essa mesma história, sobretudo a partir da academia, por outro, também tem possibilitado desenvolver projectos culturais e artísticos, em várias áreas e formas de expressão, que contribuem para uma democratização do acesso ao arquivo. O objectivo desta chamada será o de pôr em diálogo análises e reflexões de projectos científicos, académicos, artísticos e culturais, que partam de ou envolvam o arquivo.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Contactar em caso de dúvidas: ribas.daniel@gmail.com

  • Cinemas em Português

    O Grupo de Trabalho Cinemas em português convida os seus integrantes, os associados da AIM e investigadores interessados no tema, a enviarem as suas propostas. Sugestão de tópicos:

    Cinemas dos países onde se fala o português;


    • Cinema documental;
    • cinema de ficção;
    • outros cinemas;
    • Cinema colonial e pós-colonial;
    • Estudos comparativos entre as diversas cinematografias produzidas nos locais onde se fala o português;
    • Os processos de continuidade/descontinuidade enfrentados pelos territórios em tela;
    • Investigações sobre métodos e processos de trabalho cinematográficos;
    • Análises fílmicas a partir das materialidades cinematográficas;
    • A adaptação cinematográfica;
    • Cenários, figurinos e adereços no processo cinematográfico; Os novos suportes e as tecnologias digitais.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: Leandro Mendonça: ljrmendonca@gmail.com; Jorge Cruz: jlzcruz@gmail.com 

  • Paisagem e Cinema

    Sugestão de tópicos:


    • Paisagens Naturais
    • Paisagens Urbanas
    • Paisagens Ameaçadas
    • Paisagens em Conflito
    • Alegorias Paisagísticas
    • O Significado da Paisagem
    • Os Tempos da Paisagem
    • Paisagem e Arquivo
    • Abordagens Ecocríticas de Filmes de Paisagem
    • Corpo e Paisagem: Relações entre as poéticas do corpo e suas possíveis construções / reinvenções em paisagens específicas


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno, favor contactar: Filipa Rosário: filiparosario@gmail.com / Iván Villarmea Álvarez: ivillarmea@gmail.com / Ana Costa Ribeiro: costaribeiroana@gmail.com


  • Outros Filmes

    O Grupo de Trabalho "Outros Filmes" abre sua chamada de trabalhos para o painel temático que integrará o X Encontro anual da AIM. As propostas deverão trazer contributos teóricos, metodológicos e empíricos para a investigação de filmes marginais ou não-canónicos, alinhados com os objectivos do GT (https://outrfilmes.hypotheses.org/sobre-o-blog). A chamada está aberta a todos os temas de investigação, mas propomos para este ano, como tema específico, outros filmes feitos por mulheres.

    Por meio do estudo de filmes não-canónicos feitos por mulheres, buscamos questionar e expandir os campos teórico, arquivístico e artístico da investigação sobre filmes marginais, assim como discutir, subverter e desfazer as hierarquias que os estruturam. Como escreveu Teresa de Lauretis em 1985, o esforço e o desafio do cinema de mulheres seriam o de criar uma nova visão, "construir outros objetos e outros sujeitos de visão". Hoje, tal deve ser o esforço e o desafio da investigação feminista sobre a produção audiovisual não-canónica, dando a ver esses objetos e sujeitos e elaborando outras vias de reflexão no interior de um território já periférico. Podemos, assim, colocar algumas perguntas à luz do que evocou Claire Johnston em "Women’s Cinema as Counter-Cinema":, seu texto fundador de 1973. Em que medida o "outro cinema" de mulheres opera como um contra-cinema? Que visões constróem esses outros objetos e outros sujeitos? No campo dos outros filmes, seriam as mulheres o "Outro"? Ou melhor, as outras: como pensar as diferenças entre mulheres e entre suas imagens, evocando, por exemplo, questões de etnia e classe, assim como estudos lésbicos, subalternos, pós-coloniais? Ainda, como escrever as histórias e elaborar as memórias desses filmes? 


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Para o esclarecimento de dúvidas é favor contactar as coordenadoras: Thaís Blank: thais.blank@fgv.br / Maria Ganem: mariaganem@gmail.com / Beatriz Rodovalho: biarodovalho@gmail.com


  • Teoria dos Cineastas

    O GT "Teoria dos Cineastas" é um grupo de trabalho que assume uma abordagem possível, específica e necessária para o estudo e compreensão do cinema. O principal objetivo é aproximar a teoria do cinema da reflexão e poética dos cineastas. Entendemos que os cineastas possuem uma compreensão seja da sua própria obra seja do cinema que a teoria do cinema, de cariz mais académico, não pode colocar de lado. Assim, pretendemos estimular uma teoria do cinema que tenha como referência fundamental e principal as fontes diretas, ou seja, os filmes e todas as manifestações orais e escritas dos cineastas. E entendemos que o conceito de "cineasta" abrange não apenas o realizador, mas todos os que contribuem para a criação cinematográfica, como atores, argumentistas, montadores, diretores de fotografia, etc. O objetivo de estudar o cinema a partir dos cineastas e integrar a teoria do cinema com a teoria, pensamento e poética que cada cineasta elabora, assume-se como uma alternativa ao apoio que a teoria do cinema tem ido buscar a outras áreas disciplinares. Pretendemos, acima de tudo, estimular um estudo teórico que se relacione com os próprios cineastas. De igual modo, pretendemos dar continuidade a toda a reflexão já existente sobre o pensamento e poética dos cineastas.

    Sugestão de tópicos:


    • metodologia(s) para uma teoria do cinema apoiada no pensamento e na poética dos cineastas
    • conceitos dos cineastas que contribuem para discutir problemáticas da teoria do cinema
    • relação do cineasta com o espectador
    • modo como os cineastas se influenciam mutuamente
    • processo criativo dos cineastas
    • manifestos e palavras de ordem dos cineastas
    • contribuição da teoria e da prática dos cineastas para a história do cinema


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar:  Manuela Penafria: penafria@ubi.pt

  • Narrativas Audiovisuais

    A narrativa fez, desde sempre, parte da existência dos indivíduos e da vida das sociedades. Por um lado, o cérebro humano possui a capacidade de efabular e utiliza-a na sua fértil vida psíquica, tanto a dormir (em sonhos), como acordado (em fantasias). Por outro lado, nas sociedades primitivas a necessidade de atribuir sentido ao mundo gerou mitos fundadores, os quais, porém, no entender de Italo Calvino (1975: 77), são posteriores ao desejo de experimentação vocabular. Assim, as histórias resultantes da imaginação humana não se podem desligar do processo pelo qual são veiculadas. Em narratologia (Gérard Genette), o ato de narrar é conhecido por enunciação (em inglês: “storytelling”) e o conteúdo da narrativa é o enunciado ou história (em inglês: “story” [told]). No seu sentido mais básico, uma narrativa pressupõe uma evolução de um estado (um princípio) para outro (um fim), a qual se verifica no tempo e é agenciada por alguém (autor, narrador, personagem) ou algo (câmara, próprio filme) (Jost e Gaudreault, 1990), o que não pressupõe necessariamente um princípio de “verdade”. Certas narrativas remetem para um referente (ou seja, são discursos factuais) e outras são completamente ficcionais, mas o ímpeto efabulatório persiste em ambas, independentemente de qualquer finalidade ideológica ou comercial, a qual se situa a jusante desta problemática e só muito tangencialmente lhe diz respeito. Convém não confundir discurso com mensagem. Em cinema e todas as formas audiovisuais dele derivadas, que se encontram em crescente desenvolvimento e multiplicação nesta era pós-cinemática de tecnologias digitais, a narrativa é uma parte intrínseca do objeto artístico e da respetiva experiência, coletiva ou individual. Kenneth Weaver Hope (1975: 49) chega ao ponto de afirmar que vemos em forma narrativa.

    O grupo de trabalho de Narrativas Audiovisuais da AIM dedica-se ao estudo do conteúdo e da forma narrativa em todos os produtos e processos audiovisuais, compostos tanto de imagens como de sons (em conjunto ou em separado) e em todos os canais de difusão, orientados para todos os tipos de público. O principal objeto de estudo é a imagem (e o som) em movimento e a sua natureza intrínseca.

    Algumas hipóteses particulares, entre outras: Importância da narrativa. Construção de Mundos ficcionais; A Jornada do Herói; História e enredo; Questões de enunciação; Fórmulas narrativas clássicas; Contestação, teórica ou prática, à narrativa clássica; Experimentalismo Formal; Narrativas sobre a narrativa /metaficção / metanarrativa; Estruturas não lineares; Narrativas ditas “complexas”; Modos de interatividade e videojogos; Mundos alternativos; Envolvimento psíquico por parte do espectador; Contributo analítico do espectador; Prática de guionismo / escrita de argumento; Recorrências, encaixamentos, metalepse, e outros padrões narrativos; Temas (usados por quem, em que contextos); (In)verosimilhança narrativa; Contextos narrativos; Formas narrativas e sociedade, cultura, ciência, religião, arte; Qualquer aspeto particular da construção de histórias (personagens, desenlace, twist, ausência de diálogos...).


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call , contactar: Fátima Chinita: chinita.estc@gmail.com

  • O Cinema e as Outras Artes

    Este grupo de trabalho pretende reunir investigações que trabalham as manifestações artísticas no âmbito das relações do cinema com as outras artes. Trata-se de privilegiar os estudos que apostam nas relações entre a imagem fixa, a imagem em movimento e os processos artísticos experimentais. O cinema, o audiovisual e suas formas híbridas se apresentam como campos privilegiados para pensarmos não apenas o estatuto da imagem na contemporaneidade como também seus usos éticos, estéticos, políticos e afetivos. Através da construção teórica e da análise das múltiplas manifestações artísticas, pretende-se analisar as diversas tensões em torno das relações entre cinema e outras artes no processo criativo inerente ao cinema de vanguarda, engajado ou experimental, à videoarte, ao cinema expandido, ao ativismo, ao cinema de artista e a instalação. Se o cinema, em suas múltiplas concepções, aproximou-se e desviou-se de um modelo hegemônico, é preciso então refletir sobre esses processos de acordo com os regimes de imagem e de observação de cada momento histórico. Pensar sobre o dispositivo cinema, suas acepções, suas tensões e suas reformulações a partir de suas dinâmicas tecnológicas, estéticas, arquitetônicas, políticas e econômicas encontra pertinência a medida em que as relações entre esses vetores nos permitirão rever tanto as interseções entre cinema e arte quanto as suas singularidades e impossibilidades. Pensadores, teóricos, artistas e investigadores têm (se) perguntado: o que pode uma imagem? O que deseja uma imagem? O que uma imagem, os movimentos de imagens, fazem ver, fazem fazer? O GT tem como objetivo se debruçar sobre esses temas, indagando aos múltiplos cinemas e as suas técnicas como imaginar o presente.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: Victa de Carvalho: victa.pereira@eco.ufrj.br / Diego Paleólogo: diego.paleologo@gmail.com / Liliana Rosa: lcvrosa@gmail.com

  • Cinema e Educação

    O cinema é um objeto estético com especificidades próprias, cuja fruição e leitura requer um mínimo de informações sobre aspetos diferenciados da sua linguagem, de modo a compreendermos mais completamente a sua expressão e o seu impacto recetivo. Toda a experiência fílmica acarreta o potencial de utilização e aplicação vital, quer do ponto de vista formal como não-formal. Assim, o cinema representa um considerável recurso formativo e educativo, concretizado ou em potência. A sua crescente utilização enquanto matéria ou metodologia didática advém da sua linguagem inventiva e de uma capacidade narrativa que promove a abordagem de uma variedade ilimitada de temas e conteúdos, referenciadores da realidade existente ou simulada. Em contexto educativo, o cinema promove modos de experimentação que motivam e envolvem mais ativamente os estudantes no processo de aprendizagem, fortalecendo os ecossistemas educomunicativos nas suas mais variadas formas. Para combater o alheamento da escola e da sociedade em relação ao cinema, passando da sua instrumentalização para a compreensão da sua especificidade e importância sociocultural e educativa, pretendemos explorar o potencial teórico e empírico da sétima arte enquanto fonte de conhecimento, pensamento crítico, sensibilidade e criatividade. A presente call centra-se, então, em perspetivas teóricas, metodológicas ou empíricas centradas nas possíveis relações entre o cinema e a educação.

    Sugestão de tópicos:  


    • ensinar o cinema (abordagens e projetos pedagógicos que exploram as especificidades artísticas do cinema);
    • ensinar com o cinema (propostas de utilização didática do cinema em diferentes áreas curriculares, disciplinares e níveis de ensino);
    • ensinar pelo cinema (experiências artísticas de cinema produzidas em contexto educativo).


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: jmoreira@uab.pt / pmalves@porto.ucp.pt / elsa.mendes@pnc.gov.pt

  • Cinemas pós-coloniais e periféricos

    O GT que aqui apresentamos interessa-se pela discussão em torno de cinemas emergentes em contextos pós-coloniais, muitos destes `a margem das cinematografias nacionais, geralmente em periferias urbanas. Ao aprofundar o debate acerca da presença das “periferias e margens” nos cinemas pós- coloniais e periféricos ao redor do mundo, além de organizar e sistematizar conceitualmente um cinema pós-colonial, queremos avançar na direção que se apresentou como a mais fundamental para estas cinematografias: a da imagem como representação e (mais recentemente) como auto-apresentação no cinema realizado nas margens e periferias do mundo. Interessa-nos a revisão crítica das formas e das representações hegemônicas, eurocêntricas e também os movimentos sociais, culturais e artísticos que potencializaram o surgimento de artistas marginais ao mercado cinematográfico e da arte, impondo imagens e representações outras, além da produção de artistas da diáspora, e da produção coletiva de grupos políticos minoritários. Na Europa e Estados Unidos, esse movimento é acompanhado pelo surgimento de vozes até então silenciadas de grupos minoritários, geralmente imigrantes provenientes de ex-colônias como também dos movimentos sociais, cuja potência artística foi capaz de afirmar sensibilidades numa onda crescente de questionamento dos moldes imperiais e globais da vida contemporânea. Nos países africanos, nos quais a imagem foi usada como instrumento da dominação colonial, surge um cinema anti- colonial e de denúncia, que segue expandindo em termos de gêneros e temas. Na América Latina, especialmente no Brasil, a representação dos lugares e culturas é assumida pelos próprios grupos. Despontam cineastas indígenas e surgem coletivos de cinema em favelas e periferias. Dentro deste panorama, queremos discutir quem são os artistas e grupos periféricos que estão surgindo no cinema contemporâneo e nas artes visuais, impondo uma nova agenda para a produção de imagens em geral, capazes de discutir as formas de invisibilidade e esquecimento no que diz respeito aos antigos e recentes modos de exclusão e de re-colonização.

    Sugestão de tópicos:


    - Investigações sobre os cinemas produzidos em países que sofreram processo de colonização, ainda durante o período colonial

    - Reflexão em torno dos cinemas produzidos após os ciclos de independência, caracterizando cinemas pós-coloniais

    - Pesquisas acerca dos cinemas produzidos nas periferias

    - Reflexão em torno do conceito pós-colonial adotado em contextos de cultura, cinema e pensamento

    - Reflexão sobre os cinemas insurgentes produzidos na América Latina e também na Ásia

    - Reflexão sobre o pensamento decolonial latino-americano

    - Os cinemas feministas produzidos ao longo do século XX e XXI

    - Os cinemas indígenas

    - Reflexões sobre corpos e sexualidades (não-binários, trans, “bichas”, Queer etc), marcados socialmente pela exclusão e obliteração, no cinema e artes visuais


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: Paulo Cunha: paulomfcunha@gmail.com / Michelle Sales: sales.michelle@gmail.com / Liliane Leroux: liliane.tashi.leroux@gmail.com

  • Cinema e Materialidades

    Sugestão de tópicos:


    • Investigações sobre as matérias do cinema: luz, espaços, ambientes, trajes, sons, pesquisas de criação;
    • Reflexões sobre registro dos processos de desenvolvimento de uma obra audiovisual;
    • Investigações sobre métodos e processos de trabalho cinematográficos;
    • Análises fílmicas a partir das materialidades cinematográficas (direção de arte, cenografia, figurinos, sons);
    • Considerações sobre as etapas de desenvolvimento de uma obra fílmica, processos criativos, relações entre equipas, transformações de texto em imagem;
    • Crítica genética e processo criativo nas artes tradicionais e nos produtos audiovisuais;
    • Argumento e cinema: percursos da adaptação escrita ao projeto visual;
    • O trabalho do actor e o processo criativo no gesto e no corpo revestido;
    • a construção do som e da banda sonora;
    • Cenários, figurinos e adereços como última materialização de uma ideia;
    • censura e autocensura no processo criativo;
    • película e novos suportes: como as novas tecnologias influenciam o processo criativo;
    • processos criativos diferentes para diferentes formatos: o vídeo ensaio;
    • interação histórica e material entre o preto e branco e a coloração no cinema mudo. 


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call, contactar: Caterina Cucinotta: caterinacucinotta@fcsh.unl.pt / Nívea Faso: niveafaso@gmail.com / Ana Bela Morais: anabelamorais7@gmail.com


  • Cinema, Música, Som e Linguagem

    No cinema, processamos a percepção dos sons através da imagem e com o auxílio desta (exemplo óbvio, a leitura de legendas). A teoria cinematográfica ainda não é capaz de pensar a imagem através do som, de apreender o processo de percepção dos objectos (nas imagens) e das imagens (como objectos) a partir do processo de percepção dos sons como objectos.

    Como surge a noção de objecto-som?

    A descoberta do objecto-som pelas sociedades industriais modernas não é simplesmente uma função "técnica" dos novos dispositivos científicos "desinteressadamente" voltados para a sua (re)produção mecânica, pois a existência destes mesmos dispositivos só é possível a partir de um regime autorreflexivo da escuta, de uma "escuta da escuta" interessada na sua inscrição precisa como forma-mercadoria. A questão do objecto sonoro não se reduz, portanto, à nova musicalidade contemporânea e à tentativa de absorção do ruído no 'discurso dos sons' (serial ou minimal, concreto ou electrónico, pop, rock, rap ou techno), por um lado; ou às novas possibilidades audiovisuais de semiose que o integram no discurso cinematográfico ou audiovisual (sons ambientes, som directo, ruídos de sala, offs e os mais diversos efeitos sonoros, bem como a sua ‘estereofonização’), por outro. O objecto sonoro é o resultado de uma interacção histórica em constante reconfiguração entre a objectividade estritamente acústica da propagação física das ondas sonoras e a subjetividade psico-acústica da sua percepção. A sua historicidade é a marca de um desfasamento constitutivamente intransponível entre a fisiologia da audição humana e a temporalidade do regime social de escuta a que cada objecto sonoro específico corresponde. Há uma disjunção que percorre o campo do audível entre os seus enunciados e o nível "puramente" sensório das suas audibilidades (ou sonoridades).

    A arqueologia da escuta demonstra não só como o conceito de som "desliza" por esta disjunção, ao percorrer os seus diversos arquivos - musicais, radiofónicos, cinematográficos, etc., mas também como os próprios sons (como objectos de uma escuta) se constituem a partir das variações diferenciais que ocorrem, historicamente, neste campo.

    Embora reconheça a importância histórica da fenomenologia da escuta para a "descoberta" do som como um objeto, a investigação arqueológica imprime a este conceito um sentido decididamente historicizante, considerando-o «comum a diferentes tipos de escuta (causal, reduzida, codal, etc.), e não apenas objecto de uma 'escuta reduzida', como é o caso do objecto sonoro schaefferiano».

    Convidamos todos os pesquisadores interessados a enviarem as suas comunicações sobre o cinema e seus objetos sonoros ao GT «Cinema, Som, Música e Linguagem» do próximo encontro anual da AIM, a ser realizado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal entre 27 e 30 de Maio de 2020.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Email para contacto: cimusoli@gmail.com