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CFP

Fechado

Chamada para Trabalhos genérica

XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA AIM 

30 de maio a 3 de junho, 2023

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro


CHAMADA DE TRABALHOS

Prazo de submissão: 25 de novembro de 2022


A AIM convida à submissão de propostas de comunicação, em português, galego, castelhano ou inglês, que não excedam os 1500 carateres (incluindo espaços), nas seguintes áreas (que poderão ser alargadas a outras): cinema, televisão, vídeo e media digitais. As propostas para este Congresso Internacional podem ser submetidas por membros da AIM (inscrição gratuita) e por não-membros (taxa de inscrição de 60€, paga após aceitação).

As contribuições poderão assumir a forma de comunicações individuais ou painéis pré-constituídos. Alguns painéis poderão ter respondentes. Os proponentes que já sejam membros da AIM terão de renovar a sua inscrição e proceder ao pagamento das quotas relativas à anuidade de 2023 até 20 de novembro de 2022 (75€/trienal; 50€/bienal, 30€/normal; 20€/desempregados e estudantes de licenciatura e mestrado).

Criada em 2010, a AIM pretende reunir em Portugal o conjunto de investigadores que têm em comum objetos e temas de pesquisa relacionados com a imagem em movimento. Com este objetivo, realizaram-se já onze encontros anuais: na Universidade do Algarve, Faro (2011), na Universidade Católica Portuguesa, Lisboa (2012), na Universidade de Coimbra (2013), na Universidade da Beira Interior, Covilhã (2014), no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (2015), na Universidade Católica Portuguesa, Porto (2016), na Universidade do Minho, Braga (2017), na Universidade de Aveiro (2018), na Universidade de Santiago de Compostela (2019), uma edição virtual (2021) e uma edição híbrida na Universidade de Évora (2022).


CHAMADA PARA FILMES Novidade!

Prazo de submissão: 30 de novembro de 2022

O XII Congresso Internacional da AIM vai ter também várias sessões especiais dedicadas à apresentação de filmes dos nossos associados enquanto realizadores, argumentistas ou membros da equipa técnica, pelo que abrimos agora uma chamada para filmes com o intuito de que qualquer membro da AIM com as suas quotas em dia possa submeter, para além da sua proposta de comunicação, uma proposta de filme para ser projetado e comentado durante o nosso XII Congresso Internacional: podem ser submetidas longa-metragens ou curta-metragens de ficção ou de não-ficção, mesmo vídeo-ensaios, em qualquer formato digital.

Para poder fazer esta submissão, será necessário enviar uma proposta com título do filme, resumo (150 palavras), biografia da pessoa que faz a submissão (100 palavras), tipo de participação (realizador, argumentista, membro da equipa técnica, etc.) e um link para poder visionar o filme nalguma plataforma digital (tipo Vimeo ou YouTube) para o email encontro@aim.org.pt. As propostas de filmes serão avaliadas por uma comissão de selecção formada por três membros da Direção.


NOVA PUBLICAÇÃO Novidade!

Anunciamos que, em 2023, as comunicações apresentadas no Congresso Internacional da AIM poderão ser convertidas em artigos para submissão a revisão por pares e publicação em livro pela prestigiada editora Imprensa de Ciências Sociais. Espera-se que esta iniciativa, que tem como propósito atribuir mais relevância e destaque aos trabalhos de grande qualidade apresentados no Congresso, passe a ocorrer de modo regular. Em devido tempo serão dadas todas as orientações sobre prazos e normas relacionadas com a submissão dos artigos.




Chamadas de Trabalho específicas dos Grupos de Trabalho da AIM

  • Cultura Visual Digital

    Entre os objetos de estudo deste GT encontram-se as manifestações da cultura visual em contextos digitais e a miscigenação de diferentes regimes visuais e práticas do olhar. Interessam-nos tanto as ruturas como as continuidades trazidas por transformações da produção, circulação e apropriação da cultura visual como a Internet 2.0, o cinema digital ou os pequenos media de ecrã que ligam quotidianamente o espaço público e o privado. Privilegiamos a investigação histórica, cultural e estética das relações entre diferentes regimes de visualidade como o cinematográfico, o televisual ou o artístico. Damos especial atenção às teorias da intermedialidade como forma de fertilizar os conhecimentos sobre novos e velhos media e convocamos os estudos de cinema, a teoria dos media, a história e a teoria da arte para investigar a cultura visual digital.


    Sugestão de tópicos:

    - arqueologia dos media;

    - história das técnicas cinematográficas e televisivas;

    - formas culturais nativas da Internet 2.0;

    - modos de produção, exibição e distribuição digitais e a Internet 2.0;

    - relocalização da experiência cinematográfica;

    - teorias do dispositivo cinematográfico/audiovisual

    - ideologias da cultura audiovisual contemporânea;

    - críticas da cultura participatória;

    - animação, documentário, live cinema, realidade virtual, transmedia, videoclipe, vídeo-ensaio.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: <mpinhoalves@gmail.com>, <nog.luis@gmail.com>, <merino@ubi.pt>

  • Ecocinemas

    O Grupo de Trabalho Ecocinemas procura mapear as relações entre o cinema e o que designamos como mundo natural, reconhecendo o humano como elemento mediador dessa articulação, mas respondendo e reagindo, também, à tendência geral para o antropocentrismo que se encontra quer na produção cinematográfica, quer na pluralidade das abordagens críticas canonizadas no âmbito dos estudos fílmicos. O Grupo promove uma discussão alargada desta problemática, sem se reger por nenhum foco geográfico, temporal ou genológico específico. Assim, pretende-se aferir e caracterizar a heterogeneidade e a riqueza das configurações que o natural tem obtido na história do cinema, tanto na ficção quanto no documentário, e tanto em obras que se enquadram explicitamente no campo da ecocrítica quanto noutras obras que, ainda que não o fazendo de forma explícita, contêm um subtexto ecológico que potencia uma perspectiva ecocinematográfica. Por um lado, a reflexão desenvolvida no âmbito deste Grupo versa sobre os modos como o cinema apresenta animais, plantas, fungos, os elementos, etc. Por outro lado, ela debruça-se sobre os meios pelos quais o cinema pode questionar e transformar estes habitantes e elementos não-humanos do planeta, bem como as dinâmicas de poder e de influência que os humanos mantêm com eles. A acentuada amplitude do debate comporta cruzamentos entre questões de ordem mais estritamente filosófica ou estética e tópicos mais directamente associáveis ao ambientalismo e ao activismo político. Inscrevendo-se no campo dos estudos fílmicos, a actividade desenvolvida neste grupo beneficia de métodos e epistemologias provenientes de outras áreas disciplinares, como a ecocrítica, a filosofia, o ecofeminismo, os estudos queer, ecologias da paisagem e da paisagem sonora, a biologia, a botânica, a geologia, entre outros.


    Sugestões de reflexão:

    - Documentarismo e filme de natureza Poéticas da contemplação

    - A temporalidade do cinema e do mundo natural

    - Extinção e preservação Natureza e géneros cinematográficos (cli-fi, eco-horror, disaster film, slow cinema, etc.)

    - Antropocentrismo e o ponto de vista não-humano ou mais-do-que-humano

    - Metamorfoses do natural

    - Natureza e paisagens sonoras

    - Cinema e políticas ambientais

    - Práticas da imagem em movimento activistas não-ocidentais

    - Cinema experimental e vídeo-arte


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: jlbertolo@gmail; mailecolbert@gmail.com; mouzinho.susana@gmail.com

  • Cinemas em Português

    Entre os objetos de estudo do Grupo de Trabalho Cinemas em português, e como potenciais temas orientadores deste Call for papers interno, encontram-se as questões relacionadas aos sistemas de coprodução, distribuição e exibição nas cinematografias da diáspora portuguesa, brasileira e dos países africanos de língua portuguesa. Interessam-nos as questões relacionadas com a produção, a distribuição, os circuitos de distribuição, a exibição e a circulação destes cinemas. Especial atenção será dada ao trabalho de recolha de dados e às investigações cultural e estética sobre os novos processos de produção e de autoria que construam ligações e que informem sobre a identidade local, periférica e/ou supranacional. Todos os usos do audiovisual/cinema podem ser utilizados em todos os diferentes regimes de existência, expressividade e identidade.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: Leandro Mendonça: ljrmendonca@gmail.com; Jorge Cruz: jlzcruz@gmail.com; laispllara@gmail.com

    • Paisagem e Cinema

      Sugestão de tópicos:


      • Paisagens do quotidiano
      • Paisagens sonoras
      • Paisagem como personagem
      • Paisagem como motivo visual
      • Alegorias paisagísticas
      • Fenomenologia da paisagem
      • Ecologia da paisagem
      • Os tempos da paisagem


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno, favor contactar: Ana Costa Ribeiro: costaribeiroana@gmail.com / Filipa Rosário: filiparosario@gmail.com / Iván Villarmea Álvarez: ivillarmea@gmail.com


    • Economia e Gestão na Imagem em Movimento

      O Grupo de Trabalho Economia e Gestão na Imagem em Movimento tem como principal objetivo incentivar o estudo e investigação de assuntos relacionado ao departamento de produção, dentro das mais diversas áreas de criação de obras de imagem em movimento, com especial foco no cinema e audiovisual. Pretende-se explorar as particularidades das diversas profissões e funções principais dos constituintes do departamento de produção, das mais técnicas às mais criativas. Referimo-nos, por isso, ao levantamento de questões de investigação ligadas às diferentes fases de produção e tarefas associadas à criação, divulgação e distribuição de uma obra de imagem em movimento.


      Sugestão de tópicos direcionados à imagem em movimento:

      - Departamento de Produção

      - Produção financeira e Produção criativa

      - Processos burocráticos e legais ligados à criação e exploração da obra

      - Financiamento público e privado

      - Gestão financeira da obra

      - Apoios, Parcerias e Coproduções

      - Marketing e Publicidade na imagem em movimento

      - Exibição, Difusão e Distribuição da obra

      - Ferramentas e programas de apoio à gestão da obra

      - Novas tecnologias na imagem em movimento

      - Desenvolvimento de habilidades e implementação de mecanismos de previsão e resolução de problemas

      - Instrumentos de análise e rastreio do consumo e apreciação de obras de imagem em movimento

      - Entre outros que sejam considerados pertinentes para este GT


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.

      Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: cff.moreira7@gmail.com; insclh@gmail.com; angelicacoutinhorj@gmail.com

    • Teoria dos Cineastas

      O principal objetivo do GT "Teoria dos Cineastas" é o de aproximar a teoria do cinema da reflexão dos próprios cineastas no seu contributo para abordarem e compreenderem quer a sua própria obra, quer o cinema. Pretendemos estimular uma teoria do cinema que tenha como referência fundamental e principal fontes diretas, ou seja, os filmes e todas as manifestações orais e escritas dos cineastas. Por um lado, entendemos por fontes diretas, para além dos filmes, as entrevistas, os livros ou textos escritos pelos cineastas. Por outro lado, o conceito de cineasta abrange não apenas o realizador como todos os que contribuem para a criação cinematográfica, atores, argumentistas, montadores, diretores de fotografia, etc. O objetivo de estudar o cinema a partir dos cineastas e integrar a teoria do cinema com o pensamento e poética que cada cineasta elabora, assume-se como uma alternativa ao apoio que a teoria do cinema tem ido buscar a outras disciplinas como a História, a Sociologia, a Psicanálise ou, mais recentemente, a Teoria Cognitiva. Pretendemos estimular e testar a novidade e originalidade que o estudo teórico sobre o cinema pode receber dos cineastas. De igual modo, pretendemos dar continuidade a processos de reflexão já existentes sobre o pensamento e poética dos cineastas. Inspirada no livro “As Teorias dos Cineastas” (2002), de Jacques Aumont, a abordagem que este GT tem vindo a desenvolver tem ampliado a discussão sobre praticamente todas as vertentes que se relacionam com o cinema, indo, inclusivamente, às questões mais fundamentais do labor fílmico, como o processo criativo ou o alargamento da noção de “filmografia” de modo a incluir filmes inacabados.


      Sugestão de tópicos:

      - o pensamento e poética dos vários cineastas: realizadores, produtores, atores, montadores, diretores de fotografia, etc., através dos seus escritos, como manifestos, cartas, livros, textos, entrevistas ou outras manifestações verbais e/ou escritas;

      - a dimensão teórica da crítica cinematográfica (nomeadamente aquela produzida por críticos que também são cineastas);

      - revisitar a teoria do cinema discutindo conceitos e temáticas tendo como inspiração a perspetiva de cineastas;

      - como os cineastas se influenciam mutuamente;

      - relatos de cineastas sobre filmes inacabados ou não concretizados (de forma a compreender melhor o trajeto desses cineastas e enquadrar essas obras em potência na sua filmografia).


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar Manuela Penafria: penafria@ubi.pt


    • Narrativas Audiovisuais

      Em cinema e em todas as formas audiovisuais em crescente desenvolvimento e multiplicação nesta era de tecnologias digitais, a narrativa é uma parte intrínseca do objeto artístico e da respetiva experiência. Kenneth Weaver Hope (1975: 49) chega ao ponto de afirmar que vemos em forma narrativa. As histórias resultantes da imaginação humana não se podem desligar do processo pelo qual são veiculadas. Em narratologia (Gérard Genette), o ato de narrar é conhecido por enunciação (em inglês: “storytelling”) e o conteúdo da narrativa é o enunciado ou história (em inglês: “story” [told]) – o discurso e a forma narrativa distinguem-se do seu conteúdo e mensagem. No seu sentido mais básico, uma narrativa pressupõe um discurso. Este evolui de um estado (um princípio) para outro (um fim) ao longo do tempo, e é agenciada por alguém (autor, narrador, personagem) ou algo (câmara, próprio filme) (Jost e Gaudreault, 1990). Certos conteúdos das narrativas são factuais e outros são completamente ficcionais, mas o ímpeto efabulatório persiste em ambos.

      O grupo de trabalho de Narrativas Audiovisuais da AIM dedica-se ao estudo do conteúdo e da forma narrativa em todos os produtos e processos audiovisuais, compostos tanto de imagens como de sons (em conjunto ou em separado) e em todos os canais de difusão, orientados para todos os tipos de público.


      Exemplos de tópicos particulares:

      - Importância da narrativa. História e enredo.

      - Questões de enunciação.

      - A Jornada do Herói. Fórmulas narrativas clássicas.

      - Estruturas não lineares ou alternativas.

      - Recorrências, encaixamentos, metalepse, e outros padrões narrativos.

      - Experimentalismo Formal. Narrativas sobre a narrativa / metaficção / metanarrativa.

      - (In)verosimilhança narrativa. Contextos narrativos.

      - Formas narrativas e sociedade, cultura, ciência, religião, arte.

      - Aspetos particulares da construção de histórias (personagens, desenlace, twist, ausência de diálogos, mundos...)


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: crdm@esmad.ipp.pt, mariaguilherminacastro@gmail.com, jorgepalinhos@gmail.com

    • O Cinema e as Outras Artes

      Este grupo de trabalho de tem como objetivo reunir investigações que articulem as manifestações artísticas no âmbito das relações do cinema com as outras artes. Trata-se de privilegiar estudos que observam criticamente os liames e limiares entre a imagem fixa, a imagem em movimento e os processos artísticos experimentais. O cinema, o audiovisual, a fotografia e suas formas híbridas se apresentam como territórios estratégicos para pensarmos não apenas o estatuto da imagem na contemporaneidade como também seus usos éticos, estéticos, políticos e afetivos.

      - As relações entre a imagem fixa, a imagem em movimento e os processos artísticos experimentais;

      - O audiovisual e suas formas híbridas;

      - Éticas, estéticas, políticas e afetos nas imagens em movimento;

      - Tensões em torno das relações entre cinema e outras artes;

      - O dispositivo cinema, suas acepções, tensões e reformulações a partir de suas dinâmicas tecnológicas, estéticas, arquitetônicas, políticas e econômicas;

      - Processo criativo inerente ao cinema de vanguarda, engajado ou experimental, à videoarte, ao cinema expandido, ao ativismo, ao cinema de artista e a instalação;

      - O que uma imagem, os movimentos de imagens, fazem ver, fazem fazer?


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: Anabela Dinis Branco de Oliveira: <literaturaecinema@gmail.com> / Felipe Muanis: <munis@mac.com> / Fernanda Bastos: <fernandabastos1@gmail.com>

    • Cinema e Educação

      O cinema é um objeto estético com especificidades próprias, cuja fruição e leitura requer um mínimo de informações sobre aspetos diferenciados da sua linguagem, de modo a compreendermos mais completamente a sua expressão e o seu impacto recetivo. Toda a experiência fílmica acarreta o potencial de utilização e aplicação vital, quer do ponto de vista formal como não-formal. Assim, o cinema representa um considerável recurso formativo e educativo, concretizado ou em potência. A sua crescente utilização enquanto matéria ou metodologia didática advém da sua linguagem inventiva e de uma capacidade narrativa que promove a abordagem de uma variedade ilimitada de temas e conteúdos, referenciadores da realidade existente ou simulada. Em contexto educativo, o cinema promove modos de experimentação que motivam e envolvem mais ativamente os estudantes no processo de aprendizagem, fortalecendo os ecossistemas educomunicativos nas suas mais variadas formas. Para combater o alheamento da escola e da sociedade em relação ao cinema, passando da sua instrumentalização para a compreensão da sua especificidade e importância sociocultural e educativa, pretendemos explorar o potencial teórico e empírico da sétima arte enquanto fonte de conhecimento, pensamento crítico, sensibilidade e criatividade.


      A presente call centra-se, então, em perspetivas teóricas, metodológicas ou empíricas centradas nas possíveis relações entre o cinema e a educação.

      Sugestão de tópicos:  


      • ensinar o cinema (abordagens e projetos pedagógicos que exploram as especificidades artísticas do cinema);
      • ensinar com o cinema (propostas de utilização didática do cinema em diferentes áreas curriculares, disciplinares e níveis de ensino);
      • ensinar pelo cinema (experiências artísticas de cinema produzidas em contexto educativo).


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: elsa.mendes@pnc.gov.pt, jmoreira@uab.pt ou pmalves@ucp.pt

    • Cinemas pós-coloniais e periféricos

      O GT Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos interessa-se pela discussão em torno de cinemas emergentes em contextos pós-coloniais, muitos destes à margem das cinematografias nacionais, geralmente em periferias urbanas. Ao aprofundar o debate acerca da presença das “periferias e margens” nos cinemas pós-coloniais e periféricos ao redor do mundo, além de organizar e sistematizar conceitualmente um cinema pós-colonial, queremos avançar na direção que se apresentou como a mais fundamental para estas cinematografias: a da imagem como representação e (mais recentemente) como auto-apresentação no cinema realizado nas margens e periferias do mundo. Interessa-nos a revisão crítica das formas e das representações hegemônicas, eurocêntricas e também os movimentos sociais, culturais e artísticos que potencializaram o surgimento de artistas marginais ao mercado cinematográfico e da arte, impondo imagens e representações outras, além da produção de artistas da diáspora, e da produção coletiva de grupos políticos minoritários.


      Sugestão de tópicos:

      - Investigações sobre os cinemas produzidos em países que sofreram processo de colonização, ainda durante o período colonial;

      - Reflexão em torno dos cinemas produzidos após os ciclos de independência, caracterizando cinemas pós-coloniais;

      - Pesquisas acerca dos cinemas produzidos nas periferia;

      - Reflexão em torno do conceito pós-colonial adotado em contextos de cultura, cinema e pensamento;

      - Reflexão sobre os cinemas insurgentes produzidos na América Latina e também na Ásia;

      - Reflexão sobre o pensamento decolonial latino-americano;

      - Os cinemas feministas produzidos ao longo do século XX e XXI;

      - Os cinemas indígenas;

      - Reflexões sobre corpos e sexualidades (não-binários, trans, “bichas”, Queer, etc.), marcados socialmente pela exclusão e obliteração, no cinema e artes visuais.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Contactar em caso de dúvidas: paulomfcunha@gmail.com / sales.michelle@gmail.com/ liliane.tashi.leroux@gmail.com

    • Cinema e Materialidades

      A coordenação do GT Cinema e Materialidades propõe que as propostas de comunicação se foquem no tópico geral “Cinema e Materialidades: Abordagens Metodológicas”, independentemente de poderem ser aceites comunicações fora deste âmbito temático.

      “Cinema e Materialidades: Abordagens Metodológicas” identifica um campo de processos, análises, interrogações em torno das metodologias para investigar as materialidades do cinema.


      Sugestão de tópicos:

      - o cinema como produção material;

      - processos criativos e etapas de desenvolvimento de obras audiovisuais;

      - análise fílmica com um foco nas matérias trabalhadas pelo cinema;

      - relações entre a escrita de argumento, original ou adaptado, e o filme;

      - a construção fílmica a partir de elementos da mise-en-scène (cenário, vestuário, adereços, maquilhagem, iluminação, e performance), da fotografia, do som, e da montagem;

      - censura e autocensura no processo criativo;

      - crítica genética e formas de criação nas artes tradicionais e nas obras audiovisuais;

      - diversidade de processos criativos e diferentes formas fílmicas como o vídeo-ensaio;

      - ligações entre a tecnologia e a criação cinematográfica;

      - novas materialidades da arte digital;

      - arqueologia dos dispositivos da imagem em movimento;

      - preservação e restauro, curadoria e exposição da materialidade dos meios artísticos;

      - teorias da materialidade e fenomenologia.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: Caterina Cucinotta - caterinacucinotta@fcsh.unl.pt; Sérgio Dias Branco: sdiasbranco@fl.uc.pt / Alfonso Palazón alfonsopalazon@gmail.com .


    • Cinema, Música, Som e Linguagem

      No cinema, processamos a percepção dos sons através da imagem e com o auxílio desta (exemplo óbvio, a leitura de legendas). A teoria cinematográfica ainda não é capaz de pensar a imagem através do som, de apreender o processo de percepção dos objectos (nas imagens) e das imagens (como objectos) a partir do processo de percepção dos sons como objectos.

      Como surge a noção de objecto-som?

      A descoberta do objecto-som pelas sociedades industriais modernas não é simplesmente uma função "técnica" dos novos dispositivos científicos "desinteressadamente" voltados para a sua (re)produção mecânica, pois a existência destes mesmos dispositivos só é possível a partir de um regime autorreflexivo da escuta, de uma "escuta da escuta" interessada na sua inscrição precisa como forma-mercadoria. A questão do objecto sonoro não se reduz, portanto, à nova musicalidade contemporânea e à tentativa de absorção do ruído no 'discurso dos sons' (serial ou minimal, concreto ou electrónico, pop, rock, rap ou techno), por um lado; ou às novas possibilidades audiovisuais de semiose que o integram no discurso cinematográfico ou audiovisual (sons ambientes, som directo, ruídos de sala, offs e os mais diversos efeitos sonoros, bem como a sua ‘estereofonização’), por outro. O objecto sonoro é o resultado de uma interacção histórica em constante reconfiguração entre a objectividade estritamente acústica da propagação física das ondas sonoras e a subjetividade psico-acústica da sua percepção. A sua historicidade é a marca de um desfasamento constitutivamente intransponível entre a fisiologia da audição humana e a temporalidade do regime social de escuta a que cada objecto sonoro específico corresponde. Há uma disjunção que percorre o campo do audível entre os seus enunciados e o nível "puramente" sensório das suas audibilidades (ou sonoridades).

      A arqueologia da escuta demonstra não só como o conceito de som "desliza" por esta disjunção, ao percorrer os seus diversos arquivos - musicais, radiofónicos, cinematográficos, etc., mas também como os próprios sons (como objectos de uma escuta) se constituem a partir das variações diferenciais que ocorrem, historicamente, neste campo.

      Embora reconheça a importância histórica da fenomenologia da escuta para a "descoberta" do som como um objeto, a investigação arqueológica imprime a este conceito um sentido decididamente historicizante, considerando-o «comum a diferentes tipos de escuta (causal, reduzida, codal, etc.), e não apenas objecto de uma 'escuta reduzida', como é o caso do objecto sonoro schaefferiano».

      Convidamos todos os pesquisadores interessados a enviarem as suas comunicações sobre o cinema e seus objetos sonoros ao GT «Cinema, Som, Música e Linguagem» do próximo Congresso Internacional da AIM.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Email para contacto: Ivan Capeller <ivan.capeller@eco.ufrj.br > ; Carlos Ruiz Carmona <carlosruizcarmona@gmail.com>; Érica Faleiro Rodrigues <erica.filmville@gmail.com> .