1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

CFP

Fechado

Chamada para Trabalhos genérica

XI ENCONTRO ANUAL DA AIM 

25 a 28 de maio, 2022

Universidade de Évora - Centro de História da Arte e Investigação Artística


CHAMADA DE TRABALHOS

Prazo de submissão: 20 de novembro de 2021.


A AIM convida à submissão de propostas de comunicação, em português, galego, castelhano ou inglês, que não excedam os 1500 carateres (incluindo espaços), nas seguintes áreas (que poderão ser alargadas a outras): cinema, televisão, vídeo e media digitais.

As propostas para o Encontro Anual podem ser submetidas por membros da AIM (inscrição gratuita) e por não-membros (taxa de inscrição de 60€, após aceitação).

As contribuições poderão assumir a forma de comunicações individuais ou painéis pré-constituídos. Alguns painéis poderão ter respondentes. Os proponentes que já sejam membros da AIM terão de renovar a sua inscrição e proceder ao pagamento das quotas relativas à anuidade de 2022 até 20 de novembro de 2021 (30€/normal; 20€/estudantes de licenciatura e mestrado).

Chamadas de Trabalho específicas dos Grupos de Trabalho da AIM

  • Cultura Visual Digital

    Entre os objetos de estudo deste GT encontram-se as manifestações da cultura visual em contextos digitais e a miscigenação de diferentes regimes visuais e práticas do olhar. Interessam-nos tanto as ruturas como as continuidades trazidas por transformações da produção, circulação e apropriação da cultura visual como a Internet 2.0, o cinema digital ou os pequenos media de ecrã que ligam quotidianamente o espaço público e o privado. Privilegiamos a investigação histórica, cultural e estética das relações entre diferentes regimes de visualidade como o cinematográfico, o televisual ou o artístico. Damos especial atenção às teorias da intermedialidade como forma de fertilizar os conhecimentos sobre novos e velhos media e convocamos os estudos de cinema, a teoria dos media, a história e a teoria da arte para investigar a cultura visual digital.


    Sugestão de tópicos:

    - arqueologia dos media;

    - história das técnicas cinematográficas e televisivas;

    - formas culturais nativas da Internet 2.0;

    - modos de produção, exibição e distribuição digitais e a Internet 2.0;

    - relocalização da experiência cinematográfica;

    - teorias do dispositivo cinematográfico/audiovisual

    - ideologias da cultura audiovisual contemporânea;

    - críticas da cultura participatória;

    - animação, documentário, live cinema, realidade virtual, transmedia, videoclipe, vídeo-ensaio.


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: mpinhoalves@gmail.com, nog.luis@gmail.com

  • Ecocinemas

    O Grupo de Trabalho Ecocinemas procura mapear as relações entre o cinema e o que designamos como mundo natural, reconhecendo o humano como elemento mediador dessa articulação, mas respondendo e reagindo, também, à tendência geral para o antropocentrismo que se encontra quer na produção cinematográfica, quer na pluralidade das abordagens críticas canonizadas no âmbito dos estudos fílmicos. O Grupo promove uma discussão alargada desta problemática, sem se reger por nenhum foco geográfico, temporal ou genológico específico. Assim, pretende-se aferir e caracterizar a heterogeneidade e a riqueza das configurações que o natural tem obtido na história do cinema, tanto na ficção quanto no documentário, e tanto em obras que se enquadram explicitamente no campo da ecocrítica quanto noutras obras que, ainda que não o fazendo de forma explícita, contêm um subtexto ecológico que potencia uma perspectiva ecocinematográfica. Por um lado, a reflexão desenvolvida no âmbito deste Grupo versa sobre os modos como o cinema apresenta animais, plantas, fungos, os elementos, etc. Por outro lado, ela debruça-se sobre os meios pelos quais o cinema pode questionar e transformar estes habitantes e elementos não-humanos do planeta, bem como as dinâmicas de poder e de influência que os humanos mantêm com eles. A acentuada amplitude do debate comporta cruzamentos entre questões de ordem mais estritamente filosófica ou estética e tópicos mais directamente associáveis ao ambientalismo e ao activismo político. Inscrevendo-se no campo dos estudos fílmicos, a actividade desenvolvida neste grupo beneficia de métodos e epistemologias provenientes de outras áreas disciplinares, como a ecocrítica, a filosofia, o ecofeminismo, os estudos queer, ecologias da paisagem e da paisagem sonora, a biologia, a botânica, a geologia, entre outros.


    Sugestões de reflexão:

    - Documentarismo e filme de natureza Poéticas da contemplação

    - A temporalidade do cinema e do mundo natural

    - Extinção e preservação Natureza e géneros cinematográficos (cli-fi, eco-horror, disaster film, slow cinema, etc.)

    - Antropocentrismo e o ponto de vista não-humano ou mais-do-que-humano

    - Metamorfoses do natural

    - Natureza e paisagens sonoras

    - Cinema e políticas ambientais

    - Práticas da imagem em movimento activistas não-ocidentais

    - Cinema experimental e vídeo-arte


    As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


    Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: jlbertolo@gmail; mailecolbert@gmail.com; mouzinho.susana@gmail.com

  • Cinemas em Português

    Entre os objetos de estudo do Grupo de Trabalho Cinemas em português, e como potenciais temas orientadores deste Call for papers interno, encontram-se as questões relacionadas aos sistemas de coprodução, distribuição e exibição nas cinematografias da diáspora portuguesa, brasileira e dos países africanos de língua portuguesa. Interessam-nos as questões relacionadas com a produção, a distribuição, os circuitos de distribuição, a exibição e a circulação destes cinemas. Especial atenção será dada ao trabalho de recolha de dados e às investigações cultural e estética sobre os novos processos de produção e de autoria que construam ligações e que informem sobre a identidade local, periférica e/ou supranacional. Todos os usos do audiovisual/cinema podem ser utilizados em todos os diferentes regimes de existência, expressividade e identidade.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: Mirian Tavares: miriantavar@gmail.com; Leandro Mendonça: ljrmendonca@gmail.com; Jorge Cruz: jlzcruz@gmail.com 

    • Paisagem e Cinema

      Sugestão de tópicos:


      • Paisagens do quotidiano
      • Paisagens sonoras
      • Paisagem como personagem
      • Paisagem como motivo visual
      • Alegorias paisagísticas
      • Fenomenologia da paisagem
      • Ecologia da paisagem
      • Os tempos da paisagem


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno, favor contactar: Ana Costa Ribeiro: costaribeiroana@gmail.com / Filipa Rosário: filiparosario@gmail.com / Iván Villarmea Álvarez: ivillarmea@gmail.com


    • Outros Filmes

      O Grupo de Trabalho "Outros Filmes" abre sua chamada de trabalhos para o painel temático que integrará o X Encontro anual da AIM. As propostas deverão trazer contributos teóricos, metodológicos e empíricos para a investigação de filmes marginais ou não-canónicos, alinhados com os objectivos do GT (https://outrfilmes.hypotheses.org/sobre-o-blog). A chamada está aberta a todos os temas de investigação, mas propomos para este ano, como tema específico, IMAGENS QUE ARDEM.

      Diante de um mundo em chamas, convocamos filmes não-canónicos para pensar as dimensões estéticas, políticas e históricas de imagens que ardem. A figura do fogo é aqui tomada amplamente. Por um lado, evocam-se os incêndios que consomem filmes e florestas, resultantes de um regime de violência, de apagamento e de destruição. O fogo que apaga o cinema e sua memória pode também ser evocado na inconstância da matéria fílmica. Desde o nitrato de celulose, capaz de se autoinflamar, o cinema guarda em sua origem seu próprio desaparecimento. O fogo é uma força tanática mas também erótica. Imagens queimam em sua extinção, mas também ardem de desejo, de revolta, de vida. Por meio dos outros filmes, das margens e das periferias do cinema, é essa potência erótica que reclamamos. O que resta das cinzas? O que se forja no fogo?

      Assim, convidamos comunicações que trabalhem os tópicos a seguir por meio de diferentes abordagens, mas que não se limitem a eles:

      - Degradação e desaparecimento do património audiovisual.

      - O descaso político que culminou no mais recente incêndio da Cinemateca Brasileira;

      - Cinema de urgência.

      - Imagens que fazem frente às crises político-sociais contemporâneas;

      - Imagens proibidas. Filmes marginais reencontrados;

      - Figuras do fogo e da ardência em outros filmes.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Para o esclarecimento de dúvidas é favor contactar as coordenadoras: Thaís Blank: thais.blank@fgv.br / Maria Ganem: mariaganem@gmail.com / Beatriz Rodovalho: biarodovalho@gmail.com


    • Teoria dos Cineastas

      A abordagem da Teoria dos Cineastas tem vindo a promover novas perspetivas acerca dos vários quadrantes atinentes ao ato de fazer cinema. O objetivo principal tem sido contribuir para a teoria do cinema e afirmar este gancho teórico enquanto alternativa a discursos que se têm apoiado em diversas áreas para estudar o cinema. Seja através de uma análise de obras ainda pouco estudadas ou pela revisitação de obras e cineastas clássicos, a Teoria dos Cineastas encoraja o diálogo entre o/a investigador e as fontes diretas (aqui entendidas como as palavras/ideias/atos/obras que os/as cineastas nos legaram de algum modo).

      Baseada e inspirada no livro “As Teorias dos Cineastas” de Jacques Aumont, a abordagem que este GT tem vindo a desenvolver tem ampliado a discussão sobre praticamente todas as vertentes que se relacionam com o cinema, indo, inclusivamente, às questões mais fundamentais do labor fílmico e dos vários significados que pode ter o ato de olhar o mundo.


      Encorajamos todas as submissões que pretendam utilizar a abordagem da Teoria dos Cineastas e/ou contribuir para as discussões passadas e presentes da mesma. Sugerimos os seguintes tópicos:

      - discutir conceitos (como “espectador”, ou “olhar”) de acordo com a perspetiva de cineasta;

      - pensamento e poética de cineastas que sejam produtores, atores, montadores, diretores de fotografia;

      - a dimensão teórica da crítica cinematográfica (nomeadamente aquela produzida por críticos que também são cineastas;

      - revisitar a teoria do cinema, utilizando para esse fim o ângulo de perspetiva da teoria dos cineasta;

      - relatos de cineastas sobre filmes inacabados ou não concretizados (de forma a compreender melhor o trajeto desses cineastas e enquadrar essas obras em potência na sua filmografia;

      - problematizar a relação entre arquivo, curadoria e programação e as premissas da Teoria dos Cineastas.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar:  André Rui Graça: andre.graca@ubi.pt

    • Narrativas Audiovisuais

      A narrativa fez, desde sempre, parte da existência dos indivíduos e da vida das sociedades. Por um lado, o cérebro humano possui a capacidade de efabular e utiliza-a na sua fértil vida psíquica, tanto a dormir (em sonhos), como acordado (em fantasias). Por outro lado, nas sociedades primitivas a necessidade de atribuir sentido ao mundo gerou mitos fundadores, os quais, porém, no entender de Italo Calvino (1975: 77), são posteriores ao desejo de experimentação vocabular. Assim, as histórias resultantes da imaginação humana não se podem desligar do processo pelo qual são veiculadas. Em narratologia (Gérard Genette), o ato de narrar é conhecido por enunciação (em inglês: “storytelling”) e o conteúdo da narrativa é o enunciado ou história (em inglês: “story” [told]). No seu sentido mais básico, uma narrativa pressupõe uma evolução de um estado (um princípio) para outro (um fim), a qual se verifica no tempo e é agenciada por alguém (autor, narrador, personagem) ou algo (câmara, próprio filme) (Jost e Gaudreault, 1990), o que não pressupõe necessariamente um princípio de “verdade”. Certas narrativas remetem para um referente (ou seja, são discursos factuais) e outras são completamente ficcionais, mas o ímpeto efabulatório persiste em ambas, independentemente de qualquer finalidade ideológica ou comercial, a qual se situa a jusante desta problemática e só muito tangencialmente lhe diz respeito. Convém não confundir discurso com mensagem. Em cinema e todas as formas audiovisuais dele derivadas, que se encontram em crescente desenvolvimento e multiplicação nesta era pós-cinemática de tecnologias digitais, a narrativa é uma parte intrínseca do objeto artístico e da respetiva experiência, coletiva ou individual. Kenneth Weaver Hope (1975: 49) chega ao ponto de afirmar que vemos em forma narrativa.

      O grupo de trabalho de Narrativas Audiovisuais da AIM dedica-se ao estudo do conteúdo e da forma narrativa em todos os produtos e processos audiovisuais, compostos tanto de imagens como de sons (em conjunto ou em separado) e em todos os canais de difusão, orientados para todos os tipos de público. O principal objeto de estudo é a imagem (e o som) em movimento e a sua natureza intrínseca.


      Algumas hipóteses particulares, entre outras:

      - Importância da narrativa. Construção de Mundos ficcionais;

      - A Jornada do Herói; História e enredo;

      - Questões de enunciação; Fórmulas narrativas clássicas; Contestação, teórica ou prática, à narrativa clássica;

      - Experimentalismo Formal; Narrativas sobre a narrativa /metaficção / metanarrativa; Estruturas não lineares;

      - Narrativas ditas “complexas”; Modos de interatividade e videojogos; Mundos alternativos;

      - Envolvimento psíquico por parte do espectador; Contributo analítico do espectador;

      - Prática de guionismo / escrita de argumento; Recorrências, encaixamentos, metalepse, e outros padrões narrativos; Temas (usados por quem, em que contextos);

      - (In)verosimilhança narrativa; Contextos narrativos; Formas narrativas e sociedade, cultura, ciência, religião, arte;

      - Qualquer aspeto particular da construção de histórias (personagens, desenlace, twist, ausência de diálogos...).


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call , contactar: Fátima Chinita: chinita.estc@gmail.com

    • O Cinema e as Outras Artes

      Este grupo de trabalho de tem como objetivo reunir investigações que articulem as manifestações artísticas no âmbito das relações do cinema com as outras artes. Trata-se de privilegiar estudos que observam criticamente os liames e limiares entre a imagem fixa, a imagem em movimento e os processos artísticos experimentais. O cinema, o audiovisual, a fotografia e suas formas híbridas se apresentam como territórios estratégicos para pensarmos não apenas o estatuto da imagem na contemporaneidade como também seus usos éticos, estéticos, políticos e afetivos.

      - As relações entre a imagem fixa, a imagem em movimento e os processos artísticos experimentais;

      - O audiovisual e suas formas híbridas;

      - Éticas, estéticas, políticas e afetos nas imagens em movimento;

      - Tensões em torno das relações entre cinema e outras artes;

      - O dispositivo cinema, suas acepções, tensões e reformulações a partir de suas dinâmicas tecnológicas, estéticas, arquitetônicas, políticas e econômicas;

      - Processo criativo inerente ao cinema de vanguarda, engajado ou experimental, à videoarte, ao cinema expandido, ao ativismo, ao cinema de artista e a instalação;

      - O que uma imagem, os movimentos de imagens, fazem ver, fazem fazer?


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno, contactar: Victa de Carvalho: victa.pereira@eco.ufrj.br / Diego Paleólogo: diego.paleologo@gmail.com / Liliana Rosa: lcvrosa@gmail.com

    • Cinema e Educação

      O cinema é um objeto estético com especificidades próprias, cuja fruição e leitura requer um mínimo de informações sobre aspetos diferenciados da sua linguagem, de modo a compreendermos mais completamente a sua expressão e o seu impacto recetivo. Toda a experiência fílmica acarreta o potencial de utilização e aplicação vital, quer do ponto de vista formal como não-formal. Assim, o cinema representa um considerável recurso formativo e educativo, concretizado ou em potência. A sua crescente utilização enquanto matéria ou metodologia didática advém da sua linguagem inventiva e de uma capacidade narrativa que promove a abordagem de uma variedade ilimitada de temas e conteúdos, referenciadores da realidade existente ou simulada. Em contexto educativo, o cinema promove modos de experimentação que motivam e envolvem mais ativamente os estudantes no processo de aprendizagem, fortalecendo os ecossistemas educomunicativos nas suas mais variadas formas. Para combater o alheamento da escola e da sociedade em relação ao cinema, passando da sua instrumentalização para a compreensão da sua especificidade e importância sociocultural e educativa, pretendemos explorar o potencial teórico e empírico da sétima arte enquanto fonte de conhecimento, pensamento crítico, sensibilidade e criatividade.


      A presente call centra-se, então, em perspetivas teóricas, metodológicas ou empíricas centradas nas possíveis relações entre o cinema e a educação.

      Sugestão de tópicos:  


      • ensinar o cinema (abordagens e projetos pedagógicos que exploram as especificidades artísticas do cinema);
      • ensinar com o cinema (propostas de utilização didática do cinema em diferentes áreas curriculares, disciplinares e níveis de ensino);
      • ensinar pelo cinema (experiências artísticas de cinema produzidas em contexto educativo).


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: elsa.mendes@pnc.gov.pt, jmoreira@uab.pt ou pmalves@ucp.pt

    • Cinemas pós-coloniais e periféricos

      O GT que aqui apresentamos interessa-se pela discussão em torno de cinemas emergentes em contextos pós-coloniais, muitos destes `a margem das cinematografias nacionais, geralmente em periferias urbanas. Ao aprofundar o debate acerca da presença das “periferias e margens” nos cinemas pós- coloniais e periféricos ao redor do mundo, além de organizar e sistematizar conceitualmente um cinema pós-colonial, queremos avançar na direção que se apresentou como a mais fundamental para estas cinematografias: a da imagem como representação e (mais recentemente) como auto-apresentação no cinema realizado nas margens e periferias do mundo. Interessa-nos a revisão crítica das formas e das representações hegemônicas, eurocêntricas e também os movimentos sociais, culturais e artísticos que potencializaram o surgimento de artistas marginais ao mercado cinematográfico e da arte, impondo imagens e representações outras, além da produção de artistas da diáspora, e da produção coletiva de grupos políticos minoritários. Na Europa e Estados Unidos, esse movimento é acompanhado pelo surgimento de vozes até então silenciadas de grupos minoritários, geralmente imigrantes provenientes de ex-colônias como também dos movimentos sociais, cuja potência artística foi capaz de afirmar sensibilidades numa onda crescente de questionamento dos moldes imperiais e globais da vida contemporânea. Nos países africanos, nos quais a imagem foi usada como instrumento da dominação colonial, surge um cinema anti- colonial e de denúncia, que segue expandindo em termos de gêneros e temas. Na América Latina, especialmente no Brasil, a representação dos lugares e culturas é assumida pelos próprios grupos. Despontam cineastas indígenas e surgem coletivos de cinema em favelas e periferias. Dentro deste panorama, queremos discutir quem são os artistas e grupos periféricos que estão surgindo no cinema contemporâneo e nas artes visuais, impondo uma nova agenda para a produção de imagens em geral, capazes de discutir as formas de invisibilidade e esquecimento no que diz respeito aos antigos e recentes modos de exclusão e de re-colonização.


      Sugestão de tópicos:

      - Investigações sobre os cinemas produzidos em países que sofreram processo de colonização, ainda durante o período colonial

      - Reflexão em torno dos cinemas produzidos após os ciclos de independência, caracterizando cinemas pós-coloniais;

      - Pesquisas acerca dos cinemas produzidos nas periferias;

      - Reflexão em torno do conceito pós-colonial adotado em contextos de cultura, cinema e pensamento;

      - Reflexão sobre os cinemas insurgentes produzidos na América Latina e também na Ásia;

      - Reflexão sobre o pensamento decolonial latino-americano;

      - Os cinemas feministas produzidos ao longo do século XX e XXI;

      - Os cinemas indígenas;

      - Reflexões sobre corpos e sexualidades (não-binários, trans, “bichas”, Queer etc), marcados socialmente pela exclusão e obliteração, no cinema e artes visuais;


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call interno da AIM, contactar: Paulo Cunha: paulomfcunha@gmail.com / Michelle Sales: sales.michelle@gmail.com / Liliane Leroux: liliane.tashi.leroux@gmail.com

    • Cinema e Materialidades

      Sugestão de tópicos:


      • Investigações sobre as matérias do cinema: luz, espaços, ambientes, trajes, sons, pesquisas de criação;
      • Reflexões sobre registro dos processos de desenvolvimento de uma obra audiovisual;
      • Investigações sobre métodos e processos de trabalho cinematográficos;
      • Análises fílmicas a partir das materialidades cinematográficas (direção de arte, cenografia, figurinos, sons);
      • Considerações sobre as etapas de desenvolvimento de uma obra fílmica, processos criativos, relações entre equipas, transformações de texto em imagem;
      • Crítica genética e processo criativo nas artes tradicionais e nos produtos audiovisuais;
      • Argumento e cinema: percursos da adaptação escrita ao projeto visual;
      • O trabalho do actor e o processo criativo no gesto e no corpo revestido;
      • a construção do som e da banda sonora;
      • Cenários, figurinos e adereços como última materialização de uma ideia;
      • censura e autocensura no processo criativo;
      • película e novos suportes: como as novas tecnologias influenciam o processo criativo;
      • processos criativos diferentes para diferentes formatos: o vídeo ensaio;
      • interação histórica e material entre o preto e branco e a coloração no cinema mudo. 


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Em caso de dúvidas sobre este call, contactar: Caterina Cucinotta: caterinacucinotta@fcsh.unl.pt / Nívea Faso: niveafaso@gmail.com / Ana Bela Morais: anabelamorais7@gmail.com


    • Cinema, Música, Som e Linguagem

      No cinema, processamos a percepção dos sons através da imagem e com o auxílio desta (exemplo óbvio, a leitura de legendas). A teoria cinematográfica ainda não é capaz de pensar a imagem através do som, de apreender o processo de percepção dos objectos (nas imagens) e das imagens (como objectos) a partir do processo de percepção dos sons como objectos.

      Como surge a noção de objecto-som?

      A descoberta do objecto-som pelas sociedades industriais modernas não é simplesmente uma função "técnica" dos novos dispositivos científicos "desinteressadamente" voltados para a sua (re)produção mecânica, pois a existência destes mesmos dispositivos só é possível a partir de um regime autorreflexivo da escuta, de uma "escuta da escuta" interessada na sua inscrição precisa como forma-mercadoria. A questão do objecto sonoro não se reduz, portanto, à nova musicalidade contemporânea e à tentativa de absorção do ruído no 'discurso dos sons' (serial ou minimal, concreto ou electrónico, pop, rock, rap ou techno), por um lado; ou às novas possibilidades audiovisuais de semiose que o integram no discurso cinematográfico ou audiovisual (sons ambientes, som directo, ruídos de sala, offs e os mais diversos efeitos sonoros, bem como a sua ‘estereofonização’), por outro. O objecto sonoro é o resultado de uma interacção histórica em constante reconfiguração entre a objectividade estritamente acústica da propagação física das ondas sonoras e a subjetividade psico-acústica da sua percepção. A sua historicidade é a marca de um desfasamento constitutivamente intransponível entre a fisiologia da audição humana e a temporalidade do regime social de escuta a que cada objecto sonoro específico corresponde. Há uma disjunção que percorre o campo do audível entre os seus enunciados e o nível "puramente" sensório das suas audibilidades (ou sonoridades).

      A arqueologia da escuta demonstra não só como o conceito de som "desliza" por esta disjunção, ao percorrer os seus diversos arquivos - musicais, radiofónicos, cinematográficos, etc., mas também como os próprios sons (como objectos de uma escuta) se constituem a partir das variações diferenciais que ocorrem, historicamente, neste campo.

      Embora reconheça a importância histórica da fenomenologia da escuta para a "descoberta" do som como um objeto, a investigação arqueológica imprime a este conceito um sentido decididamente historicizante, considerando-o «comum a diferentes tipos de escuta (causal, reduzida, codal, etc.), e não apenas objecto de uma 'escuta reduzida', como é o caso do objecto sonoro schaefferiano».

      Convidamos todos os pesquisadores interessados a enviarem as suas comunicações sobre o cinema e seus objetos sonoros ao GT «Cinema, Som, Música e Linguagem» do próximo encontro anual da AIM.


      As propostas de comunicação devem ser submetidas através de formulário próprio.


      Email para contacto: Ivan Capeller <capellerivan@hotmail.com>; Carlos Ruiz Carmona <carlosruizcarmona@gmail.com>; Érica Faleiro Rodrigues <erica.filmville@gmail.com>.