1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

Grupos de trabalho

No sentido de melhorar a relação entre os membros e estimular as parcerias científicas, a Direção da AIM determinou a possibilidade de criação de Grupos de Trabalho (GT) por parte dos nossos membros. Esperamos que possam servir para agrupar os investigadores de acordo com os seus interesses científicos e que daí resultem novas propostas científicas.

Encorajamos também a fazer dos GT pontos de partida para a submissão de propostas de mesas pré-constituídas aos Encontros Anuais. Para aderir a um GT, aceda à área de membros. Se tiver dúvidas, leia as FAQs no fundo desta página.

  • Cultura Visual Digital

    Responsáveis: MERINO, Francisco; NOGUEIRA, Luís; ALVES, Marta Pinho;

    Entre os objecto de estudo deste GT encontram-se as manifestações da cultura visual em contextos digitais e a consequente miscigenação de diferentes regimes visuais e práticas do olhar. Interessam-nos tanto as rupturas como as continuidades trazidas por transformações da produção, circulação e apropriação da cultura visual como a Internet 2.0, o cinema digital, ou os pequenos media de ecrã que ligam quotidianamente o espaço público e o privado. Privilegiamos a investigação histórica, cultural e estética das relações entre diferentes regimes de visualidade como o cinematográfico, o televisual, ou o artístico. Damos especial atenção às teorias da intermedialidade como forma de fertilizar os conhecimentos sobre novos e velhos media e convocamos os estudos de cinema, a teoria dos media, a história e a teoria da arte para investigar a cultura visual digital.

  • Ecocinemas

    Responsáveis: BÉRTOLO, José; COLBERT, Maile; Susana Mouzinho - Mouzinho, Susana;

    O Grupo de Trabalho Ecocinemas mapeará as relações entre o cinema e o que designamos como mundo natural, reconhecendo o humano como elemento mediador dessa articulação, mas respondendo e reagindo, também, à tendência geral para o antropocentrismo que se encontra quer na produção cinematográfica, quer na pluralidade das abordagens críticas canonizadas no âmbito dos estudos fílmicos. O Grupo promoverá uma discussão alargada desta problemática, sem se reger por nenhum foco geográfico, temporal ou genológico específico. Assim, pretende-se aferir e caracterizar a heterogeneidade e a riqueza das configurações que o natural tem obtido na história do cinema, tanto na ficção quanto no documentário, e tanto em obras que se enquadram explicitamente no campo da ecocrítica quanto noutras obras que, ainda que não o fazendo de forma explícita, contêm um subtexto ecológico que potencia uma perspectiva ecocinematográfica. Por um lado, a reflexão versará sobre os modos como o cinema apresenta animais, plantas, fungos, os elementos, etc. Por outro lado, debruçar-se-á sobre os meios pelos quais o cinema pode questionar e transformar estes habitantes e elementos não-humanos do planeta, bem como as dinâmicas de poder e de influência que os humanos mantêm com eles. A acentuada amplitude do debate comportará cruzamentos entre questões de ordem mais estritamente filosófica ou estética e tópicos mais directamente associáveis ao ambientalismo e ao activismo político. Inscrevendo-se no campo dos estudos fílmicos, a actividade desenvolvida neste grupo beneficiará de métodos e epistemologias provenientes de outras áreas disciplinares, como a ecocrítica, a filosofia, o ecofeminismo, os estudos queer, ecologias da paisagem e da paisagem sonora, a biologia, a botânica, a geologia, entre outros.

  • Cinemas em Português

    Responsáveis: CRUZ, Jorge Luiz; MENDONÇA, Leandro; LARA, Laís ;

    O Grupo de Trabalho de Cinemas em Português tem como objetivo agregar investigadores interessados nas cinematografias da diáspora portuguesa, brasileira e dos países africanos. Pretende realizar a recolha destas cinematografias seja o campo da ficção seja no documental com objetivo da realização de análises de fundo histórico e estético. Propõe-se também a promover atividades culturais, curatorias e editoriais que se coadunem com os objetivos das investigações conduzidas pelos participantes. Os processos de pesquisa tem o viés da busca de fontes históricas que permitam não só o conhecimento do conjunto cinematográfico em tela mas também propiciar análises comparativas entre as várias cinematografias envolvidas. Utiliza-se como recorte temporal inicial, sem prejuízo de outros que possam também fazer parte de pesquisas do grupo, o período compreendido do fim da primeira grande guerra europeia aos dias de hoje, latu sensu, o século 20. A diretiva aqui é entender os processos de continuidade/descontinuidade enfrentados pelos territórios e, por conseguinte, com a produção cinematográfica. Por fim, o grupo tem como esteio a perceção sobre a necessidade de criar um espaço de entrecruzamento das pesquisas sobre o campo do cinema colonial/pós-colonial que se articule com os trabalhos com respeito ao cinema português e brasileiro.

  • Paisagem e Cinema

    Responsáveis: VILLARMEA ÁLVAREZ, Iván; ROSÁRIO, Filipa; RIBEIRO, Ana Costa;

    Pretende-se aqui fazer articular e comunicar linhas de investigação que contemplem o estudo dialógico da paisagem no cinema ficcional e documental. A paisagem é produto da interpretação humana, sendo que se edifica no espaço (condição) mas é sempre imagem de um tempo (tema). O cinema regista a sua aparência ao longo do tempo, oferecendo ao espectador imagens ambientais que podem ser interpretadas como testemunhos históricos da perceção dos lugares. Assim, a este GT interessam as estratégias formais e os dispositivos de encenação utilizados na construção do espaço fílmico através da imagem e do som, para além da dinâmica entre as temporalidades objetivas e subjetivas nela invocadas. De uma perspetiva arquitetónica e geográfica, importa a representação no cinema do urbano, do rural e daquilo que os intermeia, assim como as transformações sócio-históricas destes espaços. A esteticização fílmica da paisagem, o seu lugar simbólico nas cinematografias nacionais, na "política dos autores" e na economia narrativa genológica operam igualmente enquanto eixos de estudo deste GT.

  • Economia e Gestão na Imagem em Movimento

    Responsáveis: COELHO, Inês Rebanda; FERREIRA FERNANDES, Cláudia; COUTINHO, ANGELICA MARQUES;

    O Grupo de Trabalho Economia e Gestão na Imagem em Movimento tem como principal objetivo incentivar o estudo e investigação de assuntos relacionado ao departamento de produção, dentro das mais diversas áreas de criação de obras de imagem em movimento, com especial foco no cinema e audiovisual. Pretende-se explorar as particularidades das diversas profissões e funções principais dos constituintes do departamento de produção, das mais técnicas às mais criativas. Referimo-nos, por isso, a questões de investigação ligadas às diferentes fases de produção e tarefas associadas à criação, divulgação e distribuição de uma obra de imagem em movimento, como é o caso de orçamentação, calendarização, montagens financeiras, apoios, financiamentos, parcerias, coproduções, contratos, legislação, ferramentas e programas de apoio à gestão, coordenação e seleção de equipas, criação e acompanhamento de material e campanhas de marketing e publicidade, seleções oficiais, prémios, estreias comerciais, burocracia e procedimentos ligados a exibições, difusões e todas as formas de distribuição tradicionais e contemporâneas, entre outros vistos como relevantes e que possam afetar a obra final direta ou indiretamente. Pretende-se, também, estudar o trabalho mais criativo e artístico de profissões vistas como técnicas e de que forma influenciam na obtenção do produto final.

    Este grupo visa apoiar investigadores, estudantes e profissionais da área na obtenção de conhecimentos que colmatem entraves na boa preparação e gestão de uma obra de imagem em movimento. Para isso, pretendemos promover possíveis encontros e formações direcionados às dificuldades sentidas em relação ao funcionamento da indústria do cinema e do audiovisual, com especial enfoque no panorama nacional.

  • Teoria dos Cineastas

    Responsáveis: PENAFRIA, Manuela; GRAÇA, André Rui; BELLO, Maria do Rosário Lupi;

    O principal objetivo do GT "Teoria dos Cineastas" é o de aproximar a teoria do cinema da reflexão dos próprios cineastas no seu contributo para abordarem e compreenderem quer a sua própria obra, quer o cinema. Pretendemos estimular uma teoria do cinema que tenha como referência fundamental e principal fontes diretas, ou seja, os filmes e todas as manifestações orais e escritas dos cineastas. Por um lado, entendemos por fontes diretas, para além dos filmes, as entrevistas, os livros ou textos escritos pelos cineastas. Por outro lado, o conceito de cineasta abrange não apenas o realizador como todos os que contribuem para a criação cinematográfica, atores, argumentistas, montadores, diretores de fotografia, etc. O objetivo de estudar o cinema a partir dos cineastas e integrar a teoria do cinema com o pensamento e poética que cada cineasta elabora assume-se como uma alternativa ao apoio que a teoria do cinema tem ido buscar a outras disciplinas como a História, a Sociologia, a Psicanálise ou, mais recentemente, a Teoria Cognitiva. Pretendemos estimular e testar a novidade e originalidade que o estudo teórico sobre o cinema pode receber dos cineastas. De igual modo, pretendemos dar continuidade aos processos de reflexão já existentes sobre o pensamento e poética dos cineastas.

  • Narrativas Audiovisuais

    Responsáveis: PALINHOS, Jorge; CASTRO, Maria Guilhermina; MARTINS, Filipe;

    Desde os primórdios da imagem em movimento que a narrativa tem sido um dos seus elementos estruturantes, e um dos que mais preocupa teóricos, criadores e público. Entre a apologia e contestação da narrativa clássica, o experimentalismo formal, a metanarrativa e a receção pública e perceção crítica, abre-se um amplo leque de pesquisa que passa pelas múltiplas abordagens teóricas à narrativa visual, segundo as perspetivas estruturalista, semiótica, desconstrutivista, psicológica e neurocognitiva, entre outras, ou a sua aplicação prática nas várias áreas criativas da imagem em movimento, como a escrita de argumento, o cinema, a televisão, a videoarte, o ensaio visual, o documentário, os videojogos, etc. Este grupo de trabalho pretende constituir-se como um fórum de debate sobre modos de pensar e construir as múltiplas possibilidades de narrativas visuais com vista a entender o seu impacto cultural, social, emocional e artístico.

  • O Cinema e as Outras Artes

    Responsáveis: MUANIS, Felipe; OLIVEIRA, Anabela Branco; BASTOS, Fernanda;

    Este grupo de trabalho pretende reunir investigações que trabalham as manifestações artísticas no âmbito das relações do cinema com as outras artes. Trata-se de privilegiar os estudos que apostam nas relações entre a imagem fixa, a imagem em movimento e os processos artísticos experimentais. O cinema, o audiovisual e suas formas híbridas se apresentam como campos privilegiados para pensarmos não apenas o estatuto da imagem na contemporaneidade como também seus usos éticos, estéticos, políticos e afetivos. Através da construção teórica e da análise das múltiplas manifestações artísticas, pretende-se analisar as diversas tensões em torno das relações entre cinema e outras artes no processo criativo inerente ao cinema de vanguarda, engajado ou experimental, à videoarte, ao cinema expandido, ao ativismo, ao cinema de artista e a instalação. Se o cinema, em suas múltiplas concepções, aproximou-se e desviou-se de um modelo hegemônico, é preciso então refletir sobre esses processos de acordo com os regimes de imagem e de observação de cada momento histórico. Pensar sobre o dispositivo cinema, suas acepções, suas tensões e suas reformulações a partir de suas dinâmicas tecnológicas, estéticas, arquitetônicas, políticas e econômicas encontra pertinência a medida em que as relações entre esses vetores nos permitirão rever tanto as interseções entre cinema e arte quanto as suas singularidades e impossibilidades. Pensadores, teóricos, artistas e investigadores têm (se) perguntado: o que pode uma imagem? O que deseja uma imagem? O que uma imagem, os movimentos de imagens, fazem ver, fazem fazer? O GT tem como objetivo se debruçar sobre esses temas, indagando aos múltiplos cinemas e as suas técnicas como imaginar o presente.

  • Cinema e Educação

    Responsáveis: MENDES, Elsa Maria Carneiro; MOREIRA, José António; ALVES, Pedro;

    O Grupo de Trabalho "Cinema e Educação" tem como principal objetivo fomentar linhas e propostas de investigação que estudem, analisem e produzam possíveis estratégias e aplicações didáticas do Cinema em contexto educativo. Considera-se fundamental o estudo da inclusão do Cinema nas políticas, nos programas, nos modelos e nas metodologias de ensino. O Cinema pode significar um mecanismo de formação e desenvolvimento profícuo dos estudantes (enquanto crescimento e conhecimento), canalizando o enorme potencial pragmático- fílmico de aprendizagem informal através de programas formais de aproveitamento e posicionamento didático. A presença do Cinema nas instituições de ensino pode contribuir, igualmente, para a criação de novos públicos de Cinema (não apenas estudantes, mas também uma comunidade escolar alargada), capazes de ir além do consumo e do interesse por filmes ditos "comerciais" e chegar à compreensão, interpretação e valorização de outros tipos de cinematografias. Entre estas, incluem-se e dá-se ênfase, naturalmente, à presença e valorização do Cinema português junto destes públicos, potenciando o espaço de sala de aula (presencial e virtual) e os contextos educativos como dínamos importantes para a divulgação e conhecimento do Cinema nacional passado, presente e futuro. Finalmente, e dentro das intenções e do panorama descrito, o Plano Nacional de Cinema surge hoje como referência incontornável nas relações entre o Cinema e a Educação em Portugal, caminhando junto de outros projetos internacionais no cumprimento dos propósitos descritos de inclusão do Cinema e do Audiovisual nos programas educativos. O grupo de trabalho “Cinema e Educação” visa constituir-se como interlocutor privilegiado face às diversas práticas pedagógicas que se desenvolvem no terreno, e pretende estimular o debate, a reflexão crítica e a investigação académica no âmbito deste campo de estudos.

  • Cinemas pós-coloniais e periféricos

    Responsáveis: CUNHA, Paulo; SALES, Michelle; LEROUX, Liliane;

    O GT que aqui apresentamos interessa-se pela discussão em torno de cinemas emergentes em contextos pós-coloniais, muitos destes `a margem das cinematografias nacionais, geralmente em periferias urbanas. Ao aprofundar o debate acerca da presença das “periferias e margens” nos cinemas pós- coloniais e periféricos ao redor do mundo, além de organizar e sistematizar conceitualmente um cinema pós-colonial, queremos avançar na direção que se apresentou como a mais fundamental para estas cinematografias: a da imagem como representação e (mais recentemente) como auto-apresentação no cinema realizado nas margens e periferias do mundo. Interessa-nos a revisão crítica das formas e das representações hegemônicas, eurocêntricas e também os movimentos sociais, culturais e artísticos que potencializaram o surgimento de artistas marginais ao mercado cinematográfico e da arte, impondo imagens e representações outras, além da produção de artistas da diáspora, e da produção coletiva de grupos políticos minoritários. Na Europa e Estados Unidos, esse movimento é acompanhado pelo surgimento de vozes até então silenciadas de grupos minoritários, geralmente imigrantes provenientes de ex-colônias como também dos movimentos sociais, cuja potência artística foi capaz de afirmar sensibilidades numa onda crescente de questionamento dos moldes imperiais e globais da vida contemporânea. Nos países africanos, nos quais a imagem foi usada como instrumento da dominação colonial, surge um cinema anti- colonial e de denúncia, que segue expandindo em termos de gêneros e temas. Na América Latina, especialmente no Brasil, a representação dos lugares e culturas é assumida pelos próprios grupos. Despontam cineastas indígenas e surgem coletivos de cinema em favelas e periferias. Dentro deste panorama, queremos discutir quem são os artistas e grupos periféricos que estão surgindo no cinema contemporâneo e nas artes visuais, impondo uma nova agenda para a produção de imagens em geral, capazes de discutir as formas de invisibilidade e esquecimento no que diz respeito aos antigos e recentes modos de exclusão e de re-colonização.

  • Cinema e Materialidades

    Responsáveis: CUCINOTTA, Caterina; BRANCO, Sérgio Dias; PALAZON, Alfonso;

    Partindo de uma abordagem proveniente dos estudos literários e que incide particularmente nos campos das materialidades da comunicação e do estudo dos media, o termo Materialidades, aplicado ao cinema, convoca os diferentes elementos (ou departamentos) que interagem para materializar fisicamente um projeto fílmico: escolha do suporte, direção de arte, figurinos, acústica, luz. Neste sentido, são considerados os diversos profissionais desses âmbitos que, ao darem preferência a certas escolhas em detrimento de outras e ao levarem a cabo as suas práticas específicas, interferem diretamente na concepção do filme, assim materializando e transformando a ideia inicial na obra final e favorecendo um determinado entendimento estético da mesma. O objetivo do GT é complementar a investigação predominantemente teórica que já existe sobre a sétima arte através do aprofundamento dos estudos da dimensão material, física, “fabril”, que está na origem e na base de todo o objeto fílmico; promover o debate sobre a potência comunicativa e expressiva dos vários elementos que materializam e integram uma obra; entender o fazer cinematográfico como um processo complexo onde cada equipa de trabalho assume funções específicas, contribuindo para um resultado final que é inevitavelmente “interartístico”, já que todo o tipo de artes e ofícios colaboram na construção do objecto fílmico. Em vez do enfoque na análise dos diversos códigos fílmicos, dos seus conteúdos e da sua significação, a metodologia das materialidades pretende isolar as matérias que lhes dão forma, tomando cada uma dessas dimensões materiais segundo a sua natureza específica, com vista ao estudo da sua função na construção global do objecto “filme”. A dimensão física da película, as formas, texturas e linhas dos figurinos, os objetos cenográficos, a composição dos ambientes exteriores e interiores, juntamente com o trabalho sobre o som e a acústica: tudo aquilo que é reproduzido na forma abstracta do objecto final que é o filme radica numa realidade concreta e material, que se torna, neste caso, o próprio objecto de estudo. Trata-se, pois, de "desmontar" os vários componentes que estão na origem da constituição "prática" do filme e tratá-los individualmente como passíveis de análise. Quando António Reis falava em “Estética dos materiais” (1997) referia-se ao rigor usado na escolha dos elementos físicos da composição que é o quadro/enquadramento cinematográfico e a todas as consequências que essas opções trazem. Assim, palavras como "ofícios", "composição", "materialização", "artefacto" tornam-se decisivas para a definição deste objeto de estudo, que não coincide com a abordagem da narrativa fílmica nem com a do conteúdo da imagem final, mas sim com as formas, os cortes, as matérias, os estilos propostos pelas diversas equipas de profissionais envolvidas nos processos criativos das materialidades. A definição da criação cinematográfica como “a tailor’s work in progress” dá a ideia do ofício em si, como se o filme consistisse numa pedra que se molda em escultura, ou num pano sem forma que se corta e transforma em vestido, num bloco de sons que se organizam para criar música, vozes e silêncios, ou de luzes captadas pela película que se projetam para iluminar ou fazer sombra.

  • Cinema, Música, Som e Linguagem

    Responsáveis: CUNHA, Paulo; RUIZ, Carlos ; Faleiro Rodrigues, Érica; COELHO, Inês Rebanda; COUTINHO, ANGELICA MARQUES; CAPELLER, Ivan;

    O Grupo de Trabalho Cinema, Som, Música e Linguagem pesquisa a relação entre os elementos sonoros contidos no cinema e a imagem em movimento. Este grupo tem como principal objectivo subverter hierarquias disciplinares, no sentido de explorar, aprofundar e expandir a análise das variantes sonoras na sua relação com a imagem em movimento e o arquivo. Tenciona promover a multiplicação e diversificação de perspectivas no que concerne à observação e crítica das múltiplas dinâmicas entre o som e a imagem em movimento, entendendo, como linguagem, o espectro alargado da voz humana. Pretende articular a teoria contemporânea da imagem em movimento com os assim chamados estudos do som (sound studies), aprofundando questões ligadas à presença e/ou à ausência de som na imagem em movimento, para discutir os problemas de natureza ontológica e epistemológica suscitados pelas relações entre a teoria e a prática do som e a teoria e a prática da imagem em movimento. O recorte proposto neste GT comporta diferentes contextos sociais, artísticos e tecnológicos, abrangendo diversas questões ligadas às relações entre o som e a imagem em movimento, desde o pré-cinema e incluindo os modelos clássicos até às vanguardas (quer no mainstream, quer no cinema experimental), o cine-concerto, o musical, a videoarte e o cinema expandido, bem como todo o género de dispositivos audiovisuais que se relacionem com a imagem em movimento. Com uma metodologia focada nos estudos de som no audiovisual fílmico, o objectivo é o de, através do estudo de casos específicos, tanto no cinema de arquivo, como nos actuais formatos digitais, mapear os contextos políticos, culturais e sociais dos dispositivos de produção audiovisual, analisados como aparatos técnicos de registo e controlo da memória coletiva; permitindo assim uma compreensão mais clara do papel do som, da música e da linguagem nestes jogos semióticos entre o ver e o ouvir, e as imagens e os sons tão comuns à nossa cultura contemporânea.

FAQ GTs

Como criar um grupo de trabalho?
Qualquer membro deverá aceder à sua Área de Membros e no formulário próprio, propor-se como coordenador de um grupo de trabalho e apresentar uma descrição sumária, mas objetiva em língua portuguesa e inglesa. Cada GT deve ser proposto por três coordenadores. A proposta será enviada a dois ou três membros do Conselho Consultivo, para emitirem um parecer a partir do qual a Direção da AIM decide da sua aprovação. Depois de aprovado o grupo de trabalho, este ficará listado na área aberta do site e qualquer membro poderá juntar-se ao grupo.  Caberá ao(s) coordenador(es) gerir a comunicação com os restantes membros do grupo de trabalho. Os coordenadores poderão apresentar relatórios de atividades ou planos de atividades na Assembleia-Geral da AIM.

Como adicionar-se aos grupos de trabalho?
Qualquer membro ativo (com as quotas regularizadas) poderá juntar-se a qualquer grupo de trabalho existente na AIM. Para isso, deve aceder à Área de Membros, procurar o grupo de trabalho pretentido e adicionar-se. O funcionamento de cada grupo é da exclusiva responsabilidade do(s) seu(s) coordenador(es).

Qualquer dúvida ou sugestão escreva para gt@aim.org.pt.