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A AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento surgiu da vontade de reunir em Portugal, numa mesma entidade representativa, um conjunto de investigadores que têm em comum objectos e temas de pesquisa.

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Notícias

  • Chamada de trabalhos Revista Aniki - "Materialidades no Cinema Português: estéticas, práticas e técnicas".



    Chamada de trabalhos - em português e inglês - para o novo dossier da Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento dedicado a: "Materialidades no Cinema Português: estéticas, práticas e técnicas".

    Nas últimas décadas, a consolidação do paradigma dos estudos de cultura material (material culture studies), no campo antropológico, encorajou um interesse particular na dimensão material das atividades humanas (Lemonnier 2012). Por outro lado, a viragem digital (digital turn) nos estudos dos média tem chamado a atenção dos investigadores para uma série de temáticas ligadas às técnicas e práticas da experiência cinematográfica (Elsaesser 2016). Estes dois eixos de reflexão podem convergir um no outro e oferecer um contributo historiográfico e teórico significativo para os estudos de cinema.

    É nesse sentido que caminha o presente dossiê temático, que propõe olhar para os objetos e as ações materiais que suportam a produção e receção cinematográficas, com o propósito de evidenciar a sua agencialidade (agency) e analisar a complexa interação entre materiais, técnicas e saberes que encontramos no centro dos filmes e de cada época da história do cinema. Visto desta perspetiva, o cinema português representa um caso de particular interesse (Cunha 2018; Sampaio 2017; Torgal 2001; Vidal e Veloso 2016). Ancorado em práticas artesanais mais fortes, quando comparado a outras cinematografias, o cinema português atribuiu desde sempre uma importância central à materialidade e tem sido muitas vezes pensado como um ‘cinema materialista’, apesar de os estudos existentes terem privilegiado a dimensão do autor (Pierotti 2018). Com efeito, os ofícios ‘inter-artísticos’ têm sido frequentemente colocados de parte, em benefício de uma conceção que vê o realizador como o único e exclusivo responsável do filme. Pelo contrário, definições como as de Peter Kubelka de criação cinematográfica como ‘a tailor’s work in progress’ (Korossi 2016) devolvem o merecido espaço a estes ofícios, graças aos quais se molda a pedra em escultura ou se corta tecido sem forma, transformando-o em traje, e se arruma os sons para a criação de vozes e silêncios…

    Ancorando o objeto de estudo num cinema de tipo artesanal, o que nos interessa é, justamente, compreender que partes das implicações e contextualizações da obra, tanto no seu tempo de produção como na sua vida social, se incluem como acontecimentos ou fenómenos estéticos dentro do próprio filme, de forma a transforma-lo em algo novo. A ideia de ‘modo de relação’, como conformador do significado do cinema, torna-se relevante no estudo da materialidade, ao definir claramente a experiência estética fílmica a partir das dialéticas que constituem as diferentes poéticas do fazer cinematográfico (Bruno 2014).

    O estudo da materialidade do cinema empenha-se em observar os vários elementos que constroem o objeto ‘filme’ com o intuito de valorizar a génese dos processos criativos aí implicados (Salles de Almeida 2008). Já em 1989, o realizador António Reis lançava a ideia de uma ‘estética dos materiais’ para destacar significados novos e profundos a partir da matéria bruta da qual são feitos os filmes (Lobo e Moutinho 1997). A partir desta ideia, é possível delinear as genealogias e as projeções futuras desta estética, identificando os seus múltiplos vestígios, não somente nas experiências ligadas ao Novo Cinema e à Escola Portuguesa, mas em toda a história material (e dos materiais) do cinema português (Pereira 2016; Cucinotta 2018; Liz e Owen 2020).

    Ao olhar para o cinema português de um ponto de vista material, permitimos uma viragem na análise onde se descobrem a complexidade material da obra e das suas circunstâncias criativas, as relações fílmicas que o espectador deve interpretar, e as condições materiais da paisagem físico-política onde atuam (Rampazzo Gambarato 2010). Em particular, ao longo do Novo Cinema, em Portugal, deparamos com a ideia latente de que foi necessário gerar um corte significativo e, de certa forma, abrupto, para se poder criar uma nova linha teórica a audiovisual que nada tivesse que ver com o passado (Araújo 2016; Areal 2011; Monteiro 2000). A existir, em que terá consistido esse corte? Que (novas) formas e materiais terão surgido ou sido incentivadas?

    Este enquadramento metodológico tem estado no centro do Grupo de Trabalho ‘Cinema e materialidades’ daAssociação dos Investigadores da Imagem em Movimento (AIM). Será também objeto da conferência internacional Materialidade e Processos Criativos no Cinema Português, a realizar na Universidade de Florença, em outubro de 2020. É no seguimento destes trabalhos, bem como da viragem materialista (materiality turn) que se tem vindo a afirmar nos estudos de cinema e nos estudos dos média, que o presente dossiê se insere. O nosso objetivo é reunir uma seleção de textos originais e teoricamente pertinentes que contemplem as multíplices formas de aproximação a esta temática no campo dos estudos do cinema português.

    Convidamos, pois, à submissão de artigos completos e inéditos, sobre os seguintes tópicos, a título não exaustivo:

    Estética dos materiais e sua presença no espaço fílmico;

    Crítica genética e génese do filme: da produção às práticas materiais;

    Novas fontes e documentos para o estudo da materialidade;

    As tecnologias sonoras: desenho de som, vozes, ruídos, músicas;

    As tecnologias visuais: película, fotografia, iluminação, novos suportes e instrumentos;

    A materialidade através do vídeo-ensaio;

    Saberes e identidade de género: materialidade, artes e técnicas.

    A cultura material da recepção: a materialidade dos espaços e dispositivos de exibição, relação com o espectador, materialidades em contextos analógicos e digitais.

    Este Dossiê Temático é coordenado por Caterina Cucinotta (Universidade Nova de Lisboa) e Federico Pierotti (Universidade de Florença).


    Caterina Cucinotta é investigadora da FCT de pós-doutoramento com o projeto ‘Figurinos e textura espacial: Design e arte no cinema português dos últimos 50 anos’, integrado no IHC da FCSH – NOVA de Lisboa. Mestre em Estudos Artísticos (DAMS), vertente Cinema pela Faculdade de Letras da Universidade de Palermo (licenciatura, 2003) e de Bolonha (mestrado, 2007), doutorada pela FCSH em Ciências da Comunicação vertente Cinema (2015). É autora de Viagem ao Cinema através do seu Vestuário (2018), e membro coordenador do GT ‘Cinema e Materialidades’ da AIM. Publicou artigos em revistas nacionais e internacionais.


    Federico Pierotti é professor associado de Cinema e Cultura Visual na Universidade de Florença. Publicou os volumes La Seduzione dello Spettro. Storia e cultura del colore nel cinema (Le Mani, 2012), Un’ Archeologia del Colore nel Cinema Italiano. Dal Technicolor ad Antonioni (ETS, 2016), Diorama Lusitano. Il cinema portoghese come archeologia dello sguardo (Mimesis, 2018), e editou (com Federico Vitella) o volume Il Cinema dello Sguardo. Dai Lumière a Matrix (Marsilio, 2019). Publicou também diversos artigos sobre o cinema italiano e português. Faz parte do Comité Científico das revistas L'avventura. International Journal of Italian Film and Media Landscapes e Immagine. Note di storia del cinema. Foi associate research scholar na Italian Academy à Columbia University de New York (2016) e professor convidado na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne (2020) e na Université Toulouse - Jean Jaurès (2017).

    O prazo para submeter os artigos termina a 15 de janeiro de 2021.


    Os artigos recebidos serão sujeitos a um processo de seleção (pelos editores) e revisão cega por pares (por avaliadores externos). Os textos devem ter entre 6000 a 8000 palavras e incluir, em português e inglês: um título; um resumo até 300 palavras; e um máximo de 6 palavras-chave.

    Antes de submeter o seu artigo completo, consulte as Políticas de Secção, as Instruções para Autores e a Política de Revisão por Pares.

    Para submeter uma proposta, por favor, clique aqui.

    Em caso de dúvida, contacte: aniki@aim.org.pt


    Referências bibliográficas:


    ARAÚJO, Nelson. 2016. Cinema Português. Interseções estéticas nas décadas de ’60 a ’80 do século XX. Lisboa:Edições 70.


    AREAL, Leonor. 2011. Ficções do Real no Cinema Português. Um país imaginado. Lisboa: Edições 70.


    BRUNO, Giuliana. 2014. Surface: Matters of aesthetics, materiality, and media. Chicago: University of Chicago Press.


    CUCINOTTA, Caterina. 2018. Viagem ao Cinema através do seu Vestuário. Percursos em filmes portugueses de etnoficção. Covilhã: Labcom.


    CUNHA, Paulo. 2018. Uma Nova História do Novo Cinema Português. Lisboa: Outro Modo Cooperativa Cultural.


    ELSAESSER, Thomas. 2016. Film History as Media Archaeology: Tracking digital cinema, Amsterdão: Amsterdam University Press.


    KOROSSI, Georgia. 2016. “The Materiality of Film: Peter Kubelka”, BFI British Film Institute, https://www.bfi.org.uk/news/materiality-film-peter-kubelka.


    LEMONNIER, Pierre. 2012. Mundane Objects: Materiality and non-verbal communication. Walnut Creek, CA: Left Coast Press.


    LIZ, Mariana e OWEN, Hilary (coord.). 2020. Women’s Cinema in Contemporary Portugal. London: Bloomsbury.


    LOBO, Maria Graça  e MOUTINHO, Anabela (coord.). 1997. António Reis e Margarida Cordeiro. A poesia da terra. Faro: Cineclube de Faro.


    PEREIRA, Ana Catarina. 2016. A Mulher Cineasta: Da arte pela arte a uma estética da diferenciação. Covilhã: LabCom. 


    PIEROTTI, Federico. 2018. Diorama Lusitano. Il cinema portoghese come archeologia dello sguardo. Udine-Milano: Mimesis.


    RAMPAZZO GAMBARATO, Renira. 2010. “Methodology for Film Analysis: The role of objects in films”, Revista Fronteiras. Estudos midiáticos, 12(2), pp. 105-115.


    SALLES DE ALMEIDA, Cecília. 2008. Crítica Genética: Fundamento dos estudos genéticos sobre o processo de criação artística. São Paulo: Educ.


    SAMPAIO, Sofia (coord.). 2017. Viagens, Olhares e Imagens. Lisboa: Cinemateca Portuguesa–Museu do Cinema.


    TORGAL, Luís Reis (coord.). 2001. O Cinema Sob o Olhar de Salazar. Círculo de Leitores: Lisboa.


    VIDAL, Frédéric, e VELOSO, Luísa (coord.). 2016. O Trabalho no Ecrã. Memórias e identidades sociais através do cinema. Lisboa: Edições 70.

  • Novo livro: "Racialized Media: The Design, Delivery, and Decoding of Race and Ethnicity"

     Novo livro: "Racialized Media: The Design, Delivery, and Decoding of Race and Ethnicity". Editado por Matthew W. Hughey e Emma González-Lesser

    Racialized Media/presents a timely collection of readings investigating the complex relationship between race and media. A diverse mix of established and emerging scholars highlight contemporary topics, issues, and controversies concerning media production, circulation, and consumption. From traditional media forms like film, television, and news to social media and online artifacts, the book covers a broad array of cultural objects. An informative and thorough book, /Racialized Media/makes a convincing case for why media and race matter and how they are essential to understanding our social world.”*

    —Maryann Erigha, author of The Hollywood Jim Crow: The Racial Politics of the Movie
    Industry

    How media propagates and challenges racism. From /Black Panther/to #OscarsSoWhite, the concept of “race,” and how it is represented in media, has continued to attract attention in the public eye. In /Racialized Media/, Matthew W. Hughey, Emma González-Lesser, and the contributors to this important new collection of original essays provide a blueprint to this new, ever-changing media landscape. With sweeping breadth, contributors examine a number of different mediums, including film, television, books, newspapers, social media, video games, and comics. Each chapter explores the impact of contemporary media on racial politics, culture, and meaning in society. Focusing on producers, gatekeepers, and consumers of media, this book offers an inside look at our media-saturated world, and the impact it has on our understanding of race, ethnicity, and more. Through an interdisciplinary lens, /Racialized Media/provides a much-needed look at the role of race and ethnicity in all phases of media production, distribution, and reception

  • Call for abstracts: Special issue of/MedieKultur/,Streaming media: production, interfaces, content and users

     Call for abstracts: Special issue of/MedieKultur/

    Streaming media: production, interfaces, content and users*


    **


    *Deadline for abstracts: 15^th of October 2020*


    Streaming is an increasingly used form of content distribution. Content

    providers from different areas of the media industries have shifted to

    this digital form of distribution and many users have followed. With

    this special issue on streaming media, we are looking for articles that

    study streaming from different perspectives and contribute to a better

    understanding of how streaming is a phenomenon that deeply affects

    established media industries such as film, television, gaming, music,

    radio/podcasts, books and audio books.


    Streaming as a technical notion refers to transmitting and receiving

    digital data over the internet; a process distinguished by the end-user

    being able to watch, listen, or read content as the file is being

    transmitted.Streaming as distribution systems hence facilitates

    on-demand use and consumption of media content. However, as

    communication and media scholars we are broadly interested in

    streaming/media/, that is, the structures, relations and practices

    including and surrounding streaming as distribution systems. This

    encompasses (at least) studies of media industries and production,

    interfaces, content, and use of streaming media.


    We have seen the emergence of many new streaming services from global

    superplayers as well as national streaming providers and small local

    services. The amount and size of these new streaming services is so

    substantial that we have yet to analyze many of the platforms that are

    available (often through both apps and websites) thoroughly. This

    special issue seeks empirically grounded, conceptual and methodological

    contributions about the changes and continuities represented by

    streaming media.


    Accordingly, we encourage contributions to the following topics and are

    grateful for additional perspectives:


       * Key concepts and theoretical discussions in research about streaming

       * Studies of media industries and the impact of streaming on

         organizations and productions

       * How streaming media transform value creation and value networks in

         different industries

       * The strategies of commercial and public media providers facing the

         competition from global superplayers

       * Streaming media and national and/or regional media policy (e.g.

         efforts to sustain media diversity; requirements for a certain

         percentage share of local content)

       * To what extent and how streaming impacts content creation

       * How specific genres are impacted by streaming

       * How audiences/users appropriate and make sense of streaming media,

         or how streaming media have consequences for what content people

         choose to consume

       * The consequences of algorithms and/or personalization of content

         (from a service provider perspective; from a content creator

         perspective; from an interface perspective; from a media user

         perspective)

       * Methodological reflections and discussions about how we should study

         streaming

       * Comparative studies of streaming from different industries (e.g.

         comparing gaming platforms with music platforms)

       * Studies with different data sources on streaming (e.g. comparing

         insights about users with insights about a particular media industry)

       * Transnational studies of streaming

       * The promotion and branding of streaming services and content (e.g.

         trailers, adverts, etc.)


    Please submit an extended abstract of 1000 words (including references)

    by 15^th of October on MedieKultur’s

    website:http://www.tidsskrift.dk/mediekultur. No payment from authors

    will be expected.


    Authors will be notified of their acceptance by 25^th of October. The

    deadline for submission of full papers is 1^st of January 2021.


    Articles that are accepted for further process by the editors will go

    into peer-review in January and February 2021. We expect to have

    decisions on manuscripts and potential further revisions by March. We

    expect to publish this special issue by Summer 2021.


    Guest editors for this special issue: Mads Møller Tommerup Andersen

    (Aarhus University) and Marika Lüders (University of Oslo).

  • New book: Danish Television Drama: Global Lessons from a Small Nation

      "Danish Television Drama: Global Lessons from a Small Nation"


    Edited by Anne Marit Waade, Eva Novrup Redvall and Pia Majbritt Jensen


    Chapters by: Gunhild Agger, Janet McCabe, Ruth McElroy, Kim Toft Hansen,

    Jakob Isak Nielsen, Eva Novrup Redvall, VildeSchanke Sundet, Pia

    Majbritt Jensen & Ushma Chauhan Jacobsen, Susanne Eichner & Andrea

    Esser, Ib Bondebjerg and Anne Marit Waade.


    This book explores how to understand the international appeal of Danish

    television drama and Nordic Noir in the 2010s. Focusing on production

    and distribution as well as the series and their reception, the chapters

    analyse how this small nation production culture was suddenly regarded

    as an example of best practice in the international television

    industries, and how the distribution and branding of particular series –

    such as /Forbrydelsen/The Killing/, /Borgen/ and /Bron/The Bridge/ – led

    to dedicated audiences around the world. Discussing issues such as

    cultural proximity, transnationalism and glocalisation, the chapters

    investigate the complex interplays between the national and

    international in the television industries and the global lessons

    learned from the way in which screen ideas, production frameworks and

    public service content from Denmark suddenly managed to travel widely.

    The book builds on extensive empirical material and case studies

    conducted as part of the transnational research project ‘What Makes

    Danish Television Drama Travel?’


    ·The book includes a range of authors from a variety of countries and

    disciplines, offering multiple points of entry for scholars interested

    in television drama, small nation film and television cultures,

    production, distribution and reception in a digital and global media

    landscape.


    ·It offers unique insights from both scholarly, industry and audiences

    voices and analysis based on rich empirical studies including interviews

    with sellers, buyers, producers, distributors, bloggers and viewers, as

    well as fieldwork at television markets and industry events.


    ·And it analyses the many different reasons behind the unexpected

    success of Denmark as a small nation production culture and explores the

    global impact of this development in relation to issues such as audience

    engagement, digital distribution, and adaptation in many diverse markets.


    The book is part of the Palgrave European Film and Media Studies book series


    For more on the book, please visit:


    https://www.palgrave.com/gp/book/9783030407971


    For more on the research project, please visit:


    https://danishtvdrama.au.dk


  • Media Industries Publishes Vol. 7, No. 1

     Media Industries /is pleased to announce the publication of its latest

    issue. Vol. 7, No. 1 is now live on our website and features an

    outstanding lineup of open call submissions and a special section on

    media industries in global frames edited by Darrell William Davis and

    Emilie Yueh-Yu Yeh (Lingnan University). More details on the current

    issue, including our book and resource reviews, are listed below.


    **


    *About Vol. 7, No. 1:*


    *Featured Articles*


    ·Trapped in Reality: Justification and Capitalism in the Discourse of

    Reality TV Creators in Israel - Noa Lavie (The Academic College of Tel

    Aviv-Jaffa)


    ·Financial Sustainability and the Demise of the Egyptian Blogosphere -

    Nadine El Sayed (The American University in Cairo)


    ·Set for Success: Hollywood Runaway Productions in Socialist and

    Post-socialist Hungary - Omar Sayfo (Utrecht University)


    *Special Section: Media Industries in Global Frames*


    · Media Industries in Global Frames: Craft, Collaboration,

    Competition—Introduction - Darrell William Davis (Lingnan University)


    ·Changing Business Models in the Media Industries - Nobuko Kawashima

    (Doshisha University)


    ·Post Americana: Twenty-First Century Media Globalization - Michael

    Curtin (University of California, Santa Barbara)


    ·“If Globalization Is Happening, It Should Work Both Ways”: Race, Labor,

    and Resistance among Bollywood’s Stunt Workers - Pawanpreet Kaur

    (Jawaharlal Nehru University, New Delhi)


    ·Crafting a World-Class Brand: Shaw Brothers’ Appropriation of Foreign

    Models - Erica Ka-yan Poon (Lingnan University)


    **


    *Book Reviews*


    ·Resource Review: ABI/INFORM and Business Source - Review by Diana King

    (University of California, Los Angeles)


    ·Book Review: Comic Books Incorporated: How the Business of Comics

    Became the Business of Hollywood - Review by Matt Boyd Smith (Georgia

    State University)


    ·Book Review: Fake Geek Girls: Fandom, Gender, and the Convergence

    Culture Industry -Review by A. Luxx Mishou (United States Naval Academy)


    ·Book Review: Locked Out: Regional Restrictions in Digital Entertainment

    Culture - Review by Nicole Hentrich (The University of Michigan)


    *Call for Papers*


    /Media Industries/accepts open call submissions on a rolling basis, and

    we encourage you to submit your research for our next peer-reviewed issue.


    Submissions can address the full spectrum of media industries, including

    film, television, internet, radio, music, publishing, gaming,

    advertising, and mobile communications, and query a range of

    industry-related concerns and processes, such as production,

    distribution, infrastructure, policy, exhibition, and retailing.

    Contemporary or historical studies may explore industries individually

    or examine relations between industrial sectors, employing qualitative,

    quantitative, or mixed methodologies.


    We expect contributions to adopt a critical, rather than instrumental,

    perspective and engage with relevant media industries literature. We are

    especially interested in contributions that draw attention to global and

    international perspectives, and use innovative methodologies,

    imaginative theoretical approaches, and new research directions. We

    encourage authors to employ the online format creatively by

    incorporating audiovisual materials and hyperlinks within their articles.


    *About /Media Industries/*


    The journal is maintained by a managing Editorial Collective

    <http://www.mediaindustriesjournal.org/about.html> and Editorial Board

    <http://www.mediaindustriesjournal.org/editors.html>comprised of an

    international group of media industries scholars. Editorial and

    administrative responsibilities are shared amongst faculty members at

    the following institutions: The Chinese University of Hong Kong; Georgia

    State University; King’s College London; Lingnan University; Queensland

    University of Technology; RMIT University; Stockholm University;

    University of California, Santa Barbara; University of Nottingham; and

    University of Texas at Austin.


    *About Michigan Publishing *


    In late 2016 /Media Industries /moved its online presence to an

    open-access platform hosted by Michigan Publishing at the University of

    Michigan, Ann-Arbor. Hosting more than 30 open access journals, Michigan

    Publishing shares our commitment to making cutting edge research easily

    discoverable, accessible, and shareable with readers around the world.

    Michigan Publishing’s platform connects with more than two million

    readers per year, which we will help expand and strengthen the journal’s

    readership in the years to come.


    For additional information about /Media Industries/, please visit://


    Website: mediaindustriesjournal.org <http://mediaindustriesjournal.org/>


    Email: mediaindjournal@gmail.com <mailto:mediaindjournal@gmail.com>


    Facebook: facebook.com/mediaindustriesjournal

    <http://facebook.com/mediaindustriesjournal>


    Twitter: twitter.com/mediaindjournal <http://twitter.com/mediaindjournal>


    /Media Industries /Editorial Collective


    Amelia Arsenault, Darrell William Davis, Christian Christensen, Stuart

    Cunningham, Michael Curtin, Elizabeth Evans, Terry Flew, Anthony Fung,

    Jennifer Holt, Ramon Lobato, Paul McDonald, Ross Melnick, Alisa Perren,

    Kevin Sanson, Jeanette Steemers, Julian Thomas, Patrick Vonderau, and

    Emilie Yueh Yu Yeh.