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A AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento surgiu da vontade de reunir em Portugal, numa mesma entidade representativa, um conjunto de investigadores que têm em comum objectos e temas de pesquisa.

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Notícias

  • Programa do XI Encontro Anual AIM
  • Conferencistas convidados no XI Encontro Anual AIM (25-28 Maio)


     

  • Chamada de trabalhos "Film and Economics in the 21st Century: paradigms and disruptive proposals in non-English-language cinemas"

    Title/Theme: Film and Economics in the 21st Century: paradigms and disruptive proposals in non-English-language cinemas.


    Proponents:

    André Rui Graça

    (LabCom/University of Beira Interior, Portugal; CEIS-20/University of Coimbra, Portugal)

    Paulo Cunha

    (LabCom/University of Beira Interior, Portugal; INCT Rede Proprietas, Brazil)

    Proposal: Economic viability is one of the most pressing issues concerning artists – and the arts in general – today. This is particularly true in non-English-language cinemas with non-Hollywood modes of production. Indeed, film and economics (or “material circumstances” to use a related term) are inherently interconnected and oftentimes intra-cinematic results mirror extra-cinematic situations. In ever-changing economic, legal and artistic contexts, it is important to keep track of how companies, filmmakers and people somehow related to the film value chain adapt and find strategies to make production possible and sustainable, leverage distribution and negotiate exhibition. These challenges are all the more pressing when analysing the situation of non-English-language cinemas. 

    Changes related to the way film and economy intersect have occurred in all parts of the world, at different levels. Arguably, local authorities, national industries and transnational companies have taken major leaps in the last decade or so. Many peripheral cinemas have managed to put in place strategies to protect themselves (in terms of film marketing, for instance) or enhance cooperation (through political agreements, co-productions or other collaborative ways)

    Having this premise as backdrop, this call for papers for this special issue intends gather texts (approximately 6000–8000 words) that will help strengthen knowledge on contemporary paradigms concerning production, funding, distribution, screening, and film marketing in non-English-language cinemas. We welcome contributions, stemming from original research, related (but not limited) to the following topics:  

    ·         Film, marketing, and economics in non-English-language cinemas


    ·         The international film circuit and its historical and contemporary dynamics


    ·         Impact of policy frameworks in the film activity of peripheral countries


    ·         Case studies: a) how film companies operate; b) disruptive and innovative strategies to keep production (or other aspects of the film chain value) viable

    The proposals accepted will go through a rigorous blind peer review process. Manuscripts should be written in English. Information concerning style and formatting available at:

    https://www.intellectbooks.com/film-international-journal-of-world-cinema

    Any questions should be sent to andre.graca@ubi.pt and pmfcunha@ubi.pt


  • Atas do X Encontro Anual da AIM




    Já se encontram disponíveis as Atas do X Encontro Anual da AIM, editadas a partir das comunicações enviadas e que totalizam 29 textos. Gostaríamos de agradecer a todos os que enviaram as suas comunicações e gostaríamos também de nos desculpar pelo atraso verificado.


    As Atas do X Encontro Anual da AIM, encontram-se na seguinte ligação.


    Este volume de atas colige comunicações proferidas no X Encontro Anual da AIM, que decorreu de 26 a 29 de maio de 2021, em formato online

    Referência bibliográfica:

    Atas do X Encontro Anual da AIM, Editado por Carlos Natálio, Elisabete Marques e Marta Pinho Alves. Lisboa: AIM, 2022. ISBN: 978-989-54365-4-5


    INTRODUÇÃO

    Carlos Natálio, Elisabete Marques e Marta Pinho Alves


    O CINEMA E AS OUTRAS ARTES

    Pinturas de luz itinerante: uma abordagem a partir da poética híbrida do VJ Suave - Daniela Corrêa da Silva Pinheiro

    Bill Viola: The Passions - André Arçari & Angela Grando

    Ponte entre linguagens: pintura e cinema na produção de sentidos no filme O Profissional - Aline de Caldas Costa Santos & Andressa de Souza Santos


    CINEMAS PÓS-COLONIAIS E PERIFÉRICOS

    Encurtando o antropoceno: cura e refúgio em Bacurau - Liliane Leroux & Michelle Sales

    Imagens em preto e branco - Juliane Cavalcante & Clementino Jesus Jr.

    A cartografia da resistência brasileira em Bacurau - Lorena Figueiredo & Fernanda Sá

    O autor na periferia: perceções acerca de O Som ao Redor e Inferninho - Gabriela Lucena de O. Coutinho

    Entre filme, textos e contextos: um estudo de recepção sobre Os Mucker (Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, 1978) - Amanda Rosasco Mazzini


    DESCOLONIZAR AS IMAGENS

    Roots, The Next Generations: a representação da experiência afro-americana pós-guerra civil na televisão - Edson Pedro Silva

    Cronotopos en transe: olhares descolonizadores do outobro equatoriano - Jorge Flores Velasco

    Imagem-malícia e perspectiva feminina em Tabu, Propriedade Privada (2018) - Maria Ganem Müller


    CINEMA, POLÍTICO, CORPO

    Cinema e marxismo, pontos de fuga - Sérgio Dias Branco

    Billions – teia de personagens e foco narrativo na construção da primeira temporada - Angélica Marques Coutinho

    Gesto e poder: Reel/Unreel, de Francis Alÿs - Célia Ferreira

    Arte e vida em Céu Sobre Água: o cinema grávido de José Agrippino de Paula e Maria Esther Stockler - Cyntia Nogueira

    Pioneiras da cine-dança: Deren, Menken e Arledge - Bárbara Janicas


    TEORIA E HISTÓRIA DO CINEMA

    Pornochanchada: um capítulo brasileiro na sexploitation films - José W. de Oliveira Júnior

    Glauber Rocha e a montagem de uma história do Brasil - Bruna Carolina Carvalho

    A mise-en-scène da sombra: modalidades plásticas e efeitos dramáticos - Luís Nogueira & Fernando Cabral

    Mise-en-scène e cinematografia na construção da narrativa documental - Bertrand Lira

    A língua da poesia no cinema: reflexão a partir de Pier Paolo Pasolini, Tzvetan Todorov e Robert Bresson - Dária Joana Teixeira Salgado


    CINEMA E ARQUIVO

    Se eu fosse uma paisagem: reflexões sobre arquivos familiares - Ana Costa Ribeiro

    Entre arquivos e histórias: quando o cinema vira personagem - Theresa Medeiro & Christina Ferraz Musse


    CINEMA CONTEMPORÂNEO E CULTURA VISUAL DIGITAL

    Viagem solitária: um estudo sobre liberdade feminina no cinema de ficção contemporâneo - Carlos Eduardo Fialho & Tatiana Miranda

    A paisagem poética na última trilogia de Patricio Guzmán - Silvana Mariani

    Apontamentos sobre a estética neon do cineasta brasileiro Gabriel Mascaro - Cláudio Bezerra

    Correntezas de Sereias e Ofélias: Elena, os ritos de passagem e a imagem de si como busca - Márcio Henrique Melo Andrade

    Are you recording? A produtora online HitRecord e a criação cinemática colaborativa - Marta Pinho Alves

    A instabilidade do universo diegético: cânone, reboot e subversão nos franchises cinematográficos - Francisco Merino


  • Nova chamada de trabalhos para a revista Aniki (prazo 15 de Julho)

    CFP: Imersão e experiências de recepção expandidas (prazo: 15 de Julho 2022)

    Desde há muito que a experiência da imersão é fortemente procurada, correspondendo a um desejo antigo e bem enraizado nos universos imagéticos. A imersão, produzida por imagens fixas ou em movimento, e envolvendo espectadores estáticos ou móveis, é frequentemente descrita como uma ‘sensação de estar mesmo lá’, um ‘estado de fluxo’ ou uma ‘experiência não mediada do espaço’. Sinónimos recorrentes, como ‘envolvimento’, ‘participação’, ‘transporte’ e ‘suspensão’ são usados para descrever este modo de recepção centrado no corpo e nos sentidos, distinguindo-o, assim, dos média mais tradicionais, planos ou bidimensionais. A constante busca pela presença e imersão sensorial tem acompanhado uma persistente e duradoura voga mediática, que conheceu altos e baixos nos últimos dois séculos, e que reclama uma compreensão mais crítica das tecnologias adoptadas e dos seus imaginários culturais.

    Embora os modos de recepção imersivos tenham sido cruciais na definição da experiência moderna, em locais como planetários, museus, panoramas, peep-shows, sessões de lanterna mágica ou cinemas, as tecnologias de Realidade Virtual e de imagens em movimento e interactivas 360º, hoje cada vez mais disseminadas e acessíveis, vêm retomar e reconfigurar antigas expectativas sobre a experiência das imagens. Tal renovação sensorial e high-tech da imersão não passa apenas por gráficos 3D foto-realistas, mas sobretudo por processamentos e interacções em tempo real com objectos virtuais. As novas especificidades da imersão dependem, assim, de uma relação muito mais dinâmica e háptica com as narrativas. Hoje, a imersão é uma característica-chave plenamente instalada na indústria de jogos, um dos sectores mais inovadores neste tipo de tecnologia. Expressões como “nativos imersivos” (Steinicke 2016), por exemplo, designam uma nova geração de hábeis exploradores de ambientes digitais, livres dos constrangimentos da realidade física e habituados a ver imagens como “mundos e ambientes, lugares e espaços que necessitam de portais de entrada e pontos de saída, e que são movidos pela necessidade de resolver problemas e de controlar, enquanto espectadores-participantes, as suas histórias e personagens” (Burnett 2013: 201). Por outro lado, a popularidade de ambientes mais realistas e imersivos tem também aumentado à medida que as nossas vivências quotidianas (do trabalho à comunicação, às compras ou ao entretenimento) vão sendo transferidas para mundos virtuais que nos vão treinando com novos estímulos e desafios perceptivos.

    Este dossier temático da revista Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, intitulado “Imersão e experiências de recepção expandidas”, pretende refletir sobre como é que a actual popularidade do conceito de imersão pode influenciar o futuro do cinema ou de qualquer outro medium a operar em ambientes virtuais. Pretende igualmente examinar as experiências imersivas a partir do seu impacto e cruzamento com as práticas e as instituições artísticas. Por fim, propõe ainda repensar a imersão na longa duração, isto é, na perspetiva da sua vasta história mediática, combinando abordagens disciplinares que poderão ir dos estudos culturais, à arqueologia dos média e à teoria da arte, ou dos estudos de realidade virtual à psicologia. Aceitam-se, deste modo, submissões de artigos relacionados e dialogantes com os seguintes tópicos:

    - Presença e imersão sensorial: um persistente fascínio dos media;

    - Panoramas estáticos e móveis: dois paradigmas imersivos;

    - Peepshows e Cosmoramas: deslocações imaginárias e viagens virtuais;

    - Utopias de “imagem total” e outros mitos imersivos;

    - Imersão cinemática: das sessões de lanterna mágica às imagens em movimento interativas 360º;

    - Filmes em Realidade Virtual e storytelling;

    - Imersão tridimensional: da fotografia estereoscópica ao cinema 3D e aos gráficos de animação 3D;

    - Ambientes em Realidade Mista: novos desafios perceptivos;

    - Museus e imersão: respostas institucionais e artísticas;

    - O futuro da Realidade Virtual enquanto pedagogia: ferramentas imersivas para a educação e a preservação.

    Este dossier temático é coordenado por Victor Flores (CICANT, Universidade Lusófona, Portugal), Susana S. Martins (IHA, NOVA-FCSH, Portugal), e John Plunkett (Universidade de Exeter, Reino Unido).

    ​​Victor Flores é investigador sénior do CICANT – Centro de Investigação em Comunicações Aplicadas, Cultura e Novas Tecnologias, onde dirige o Early Visual Media Lab. Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, é Professor Associado e Responsável pelo Programa de Doutoramento em Media Arts da Universidade Lusófona, em Lisboa. É membro fundador da Conferência Internacional Stereo & Immersive Media: Photography, Sound and Cinema Research, e o editor da revista International Journal on Stereo & Immersive Media.

    Susana S. Martins é investigadora sénior no IHA-Instituto de História da Arte, NOVA-FCSH (Universidade NOVA de Lisboa), onde coordena o grupo de investigação MuSt – Museum Studies. Doutorada em fotografia e estudos culturais pela Katholieke Universiteit Leuven (KUL), Bélgica, tem desenvolvido a sua investigação no campo da arte e da cultura visual, com especial enfoque para a intersecção da fotografia com os contextos editoriais e as culturas de exposição. Ensina actualmente na NOVA-FCSH, coordenando a disciplina de Fotografia e Artes Visuais.

    John Plunkett é Professor Associado de Inglês na Universidade de Exeter. Especializado em Estudos Vitorianos, os seus interesses de investigação incluem a cultura mediática do século XIX, com particular destaque para os espectáculos visuais populares que tanto fascinaram o público naquele período. Tem publicado amplamente sobre estes temas, interessando-se igualmente pela maneira como as novas comunicações e tecnologias vitorianas se relacionam com a cultura contemporânea e com os média digitais.

    O prazo para a submissão de artigos completos e originais termina a 15 de Julho de 2022.

    Os artigos recebidos serão sujeitos a um processo de selecção (pelos editores) e de revisão cega por pares (por avaliadores externos). Os textos devem ter até 7000 palavras e incluir, em português e inglês: um título, um resumo até 300 palavras, e um máximo de 6 palavras-chave.

    Antes de submeter o seu artigo, por favor consulte todas as instruções aqui.

    Em caso de dúvida, por favor, contacte: aniki@aim.org.pt

    Referências:

    Burnett, Ron. 2013. “Transitions, Images, and Stereoscopic Cinema”. Public 47: 3D Cinema and Beyond 24 (47).  

    Steinicke, Frank. 2016. Being Really Virtual. Immersive Natives and the Future of Virtual Reality. Cham: Springer.