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GRUPOS DE TRABALHO

No sentido de melhorar a relação entre os membros e estimular as parcerias científicas, a Direção da AIM determinou a possibilidade de criação de Grupos de Trabalho (GT) por parte dos nossos membros. Esperamos que possam servir para agrupar os investigadores de acordo com os seus interesses científicos e que daí resultem novas propostas científicas.

Encorajamos também a fazer dos GT pontos de partida para a submissão de propostas de mesas pré-constituídas aos Encontros Anuais. Para aderir a um GT, aceda à área de membros. Se tiver dúvidas, leia a nossa página de FAQ.

Grupos atualmente existentes: Cultura Visual Digital / História do Cinema Português / Cinemas em Português / Paisagem e Cinema / Outros Filmes / Teoria dos Cineastas / Narrativas Audiovisuais / O Cinema e as Outras Artes

 

Cultura Visual Digital
Responsáveis: Tiago Baptista; Marta Pinho Alves; Luís Nogueira

  Descrição: Entre os objetos de estudo deste GT encontram-se as manifestações da cultura visual em contextos digitais e a consequente miscigenação de diferentes regimes visuais e práticas do olhar. Interessam-nos tanto as ruturas como as continuidades trazidas por transformações da produção, circulação e apropriação da cultura visual como a Internet 2.0, o cinema digital, ou os pequenos media de ecrã que ligam quotidianamente o espaço público e o privado. Privilegiamos a investigação histórica, cultural e estética das relações entre diferentes regimes de visualidade como o cinematográfico, o televisual, ou o artístico. Damos especial atenção às teorias da intermedialidade como forma de fertilizar os conhecimentos sobre novos e velhos media e convocamos os estudos de cinema, a teoria dos media, a história e a teoria da arte para investigar a cultura visual digital.
 
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  História do Cinema Português
Responsáveis: Paulo Cunha; Daniel Ribas; Rita Benis
  O principal desafio da investigação atual sobre cinema português passa por discutir alguns dos dogmas e das histórias do cinema português dos últimos cinquenta anos. Aplicando os princípios das práticas elementares da investigação científica, este Grupo de Trabalho pretende agregar investigações várias, de diversos domínios científicos, procurando construir um corpus histórico que tenha em conta todas as dimensões – política, económica, social, técnica, produtiva e cultural – do cinema português. Este processo impõe também, como uma das prioridades científicas, a análise comparativa da história do cinema português com as histórias particulares de outras cinematografias, procurando identificar problemáticas transversais e evitando os problemas decorrentes do essencialismo da questão nacional. Considera-se prioritário (mas não exclusivo) o estudo desta história a partir do novo cinema português nos anos 60 até aos anos 90. É, pois, objetivo deste Grupo apoiar e estimular a realização de seminários e encontros que possam discutir e trabalhar para uma nova história do cinema português, procurando analisar e detalhar aspetos menos conhecidos ou ignorados no cinema português e procurando novas abordagens científicas.
 
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  Cinemas em Português
Responsáveis: Jorge Cruz; Sílvia Vieira; Leandro Mendonça
  O objetivo do grupo é agregar investigadores interessados nas cinematografias da diáspora  portuguesa, brasileira e dos países africanos. Pretende realizar a recolha destas cinematografias seja o campo da ficção seja no documental com objetivo da realização de análises de fundo histórico e estético. Propõe-se também a promover atividades culturais, curatorias e editoriais que se coadunem com os objetivos das investigações conduzidas pelos participantes. Os processos de pesquisa tem o viés da busca de fontes históricas que permitam não só o conhecimento do conjunto cinematográfico em tela mas também propiciar análises comparativas entre as várias cinematografias envolvidas. Utiliza-se como recorte temporal inicial, sem prejuízo de outros que possam também fazer parte de pesquisas do grupo, o período compreendido do fim da primeira grande guerra europeia aos dias de hoje, latu sensu, o século 20. A diretiva aqui é entender os processos de continuidade/descontinuidade enfrentados pelos territórios e, por conseguinte, com a produção cinematográfica. Por fim, o grupo tem como esteio a perceção sobre a necessidade de criar um espaço de entrecruzamento das pesquisas sobre o campo do cinema colonial/pós-colonial que se articule com os trabalhos com respeito ao cinema português e brasileiro.
 
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  Paisagem e Cinema
Responsáveis: Filipa Rosário; Francesco Giarrusso; Iván Villarmea
  Pretende-se aqui fazer articular e comunicar linhas de investigação que contemplem o estudo dialógico da paisagem no cinema ficcional e documental. A paisagem é produto da interpretação humana, sendo que se edifica no espaço (condição) mas é sempre imagem de um tempo (tema). O cinema regista a sua aparência ao longo do tempo, oferecendo ao espectador imagens ambientais que podem ser interpretadas como testemunhos históricos da perceção dos lugares. Assim, a este GT interessam as estratégias formais e os dispositivos de encenação utilizados na construção do espaço fílmico através da imagem e do som, para além da dinâmica entre as temporalidades objetivas e subjetivas nela invocadas. De uma perspetiva arquitetónica e geográfica, importa a representação no cinema do urbano, do rural e daquilo que os intermeia, assim como as transformações sócio-históricas destes espaços. A esteticização fílmica da paisagem, o seu lugar simbólico nas cinematografias nacionais, na "política dos autores" e na economia narrativa genológica operam igualmente enquanto eixos de estudo deste GT.
 
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Outros Filmes
Responsáveis: Sofia Sampaio; Raquel Schefer; Thais Blank.

 

Site: https://outrfilmes.hypotheses.org/

O grupo propõe-se a refletir sobre os 'outros filmes', i.e. os filmes que as histórias de cinema canónicas (centradas no filme de autor, na ficção e em formatos de longa metragem) têm sistematicamente excluído, e que constituem a maior parte da produção cinematográfica mundial. Entre eles, encontramos o filme de 'utilidade' (industrial, turístico, didático, publicitário), o filme amador e doméstico, várias curtas e médias-metragens de difícil classificação, e os chamados filmes 'efémeros' e filmes 'órfãos'. Em vez do cânone, o enfoque deste grupo de pesquisa é o arquivo, que convoca toda uma série distinta de questões. Como se constitui um arquivo de imagens em movimento? Que problemas e problemáticas suscita, em termos teóricos, e como podem ser investigados? Qual a relação entre o arquivo e a criação de novos filmes? Como é que as 'velhas' imagens são incorporadas em 'novos' filmes e para que fins? Quais os critérios de seleção e montagem, e quais os efeitos (alguns não intencionais) destas 'migrações', 'desarticulações' e 'rearticulações'? Por fim, como desenvolver e aplicar teorias e metodologias que nos ajudem a investigar esta gama de problemas? Contributos vindos de áreas como os estudos de cinema e arte, os estudos culturais, a história, os estudos de memória e a antropologia visual serão bem vindos. 

 
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  Teoria dos Cineastas
Responsáveis: Manuela Penafria; André Rui Graça; Eduardo Baggio.
  O principal objetivo do GT "A Teoria dos Cineastas" é o de aproximar a teoria do cinema da reflexão dos próprios cineastas no seu contributo para abordarem e compreenderem quer a sua própria obra, quer o cinema. Pretendemos estimular uma teoria do cinema que tenha como referência fundamental e principal fontes diretas, ou seja, os filmes e todas as manifestações orais e escritas dos cineastas. Por um lado, entendemos por fontes diretas, para além dos filmes, as entrevistas, os livros ou textos escritos pelos cineastas. Por outro lado, o conceito de cineasta abrange não apenas o realizador como todos os que contribuem para a criação cinematográfica, atores, argumentistas, montadores, diretores de fotografia, etc. O objetivo de estudar o cinema a partir dos cineastas e integrar a teoria do cinema com a teoria que cada cineasta elabora assume-se como uma alternativa ao apoio que a teoria do cinema tem ido buscar a outras disciplinas como a História, a Sociologia, a Psicanálise ou, mais recentemente, a Teoria Cognitiva. Pretendemos estimular e testar a novidade e originalidade que o estudo teórico sobre o cinema pode receber dos cineastas. De igual modo, pretendemos dar continuidade aos processos de reflexão já existentes sobre o pensamento dos cineastas.
 
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  Narrativas Audiovisuais
Responsáveis: Fátima Chinita; Maria Guilhermina Castro; Jorge Palinhos.
  Desde os primórdios da imagem em movimento que a narrativa tem sido um dos seus elementos estruturantes, e um dos que mais preocupa teóricos, criadores e público. Entre a apologia e contestação da narrativa clássica, o experimentalismo formal, a metanarrativa e a receção pública e perceção crítica, abre-se um amplo leque de pesquisa que passa pelas múltiplas abordagens teóricas à narrativa visual, segundo as perspetivas estruturalista, semiótica, desconstrutivista, psicológica e neurocognitiva, entre outras, ou a sua aplicação prática nas várias áreas criativas da imagem em movimento, como a escrita de argumento, o cinema, a televisão, a videoarte, o ensaio visual, o documentário, os videojogos, etc. Este grupo de trabalho pretende constituir-se como um fórum de debate sobre modos de pensar e construir as múltiplas possibilidades de narrativas visuais com vista a entender o seu impacto cultural, social, emocional e artístico.
 
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  O Cinema e as outras Artes
Responsáveis: Antonio Fatorelli, Nelson Araújo, Anabela Branco de Oliveira.
 

Este grupo de trabalho pretende reunir investigações que trabalham as manifestações artísticas no âmbito das relações do cinema com as outras artes. Identifica-se uma dinâmica bidirecional, uma vez que os processos estéticos, neste território, se projetam na transmutação, no discurso fílmico, das mais diversas artes e, no sentido inverso, na presença do cinema nas outras artes. Identificando, nos autores fílmicos, a presença de outras expressões artísticas e analisando a inevitabilidade do cinema na memória estética do artista, este percurso de investigação pretende definir o ato criativo como material de reflexão fílmica, marcar opções interpretativas inerentes ao confronto dialógico, teorizar atitudes criativas e sistematizar transformações discursivas. Pretende também refletir sobre as fronteiras entre géneros e as trocas inter-institucionais da produção de arte hoje, especialmente essa que envolve as artes visuais, as imagens fixas e as imagens em movimento. Através da construção teórica e da análise das múltiplas manifestações artísticas, pretende-se identificar os percursos identitários de cada uma das artes durante o processo dialógico que mantêm com o cinema. Este campo investigativo, particularmente nutritivo para os estudos fílmicos, encontra nas possibilidades operativas da intertextualidade e no regime dialógico da construção artística, processos metodológicos capazes de estruturar o discurso científico. Reconhece-se legitimidade investigadora às disciplinas da teoria e crítica da arte; história da arte; sociologia da arte bem como às formações de âmbito artístico como a arquitetura; pintura; escultura; teatro; fotografia; artes plásticas e claro está o cinema. Serão também analisadas as diversas problemáticas em torno das relações entre cinema e outras artes no processo criativo inerente ao cinema de vanguarda, engajado ou experimental, à videoarte, ao cinema expandido, ao ativismo, ao cinema de artista e a instalação. A produção de conhecimento, numa extração artística no fílmico e do fílmico nas manifestações artísticas, é passível de se realizar em qualquer momento da história do cinema, o que maximiza o nosso recorte cronológico.

 

FAQ GTs
Como criar um grupo de trabalho?

Qualquer membro deverá aceder à sua Área de Membros e no formulário próprio, propor-se como coordenador de um grupo de trabalho e apresentar uma descrição sumária, mas objetiva em língua portuguesa e inglesa. Cada GT deve ser proposto por três coordenadores. A proposta será enviada a dois ou três membros do Conselho Consultivo, para emitirem um parecer a partir do qual a Direção da AIM decide da sua aprovação. Depois de aprovado o grupo de trabalho, este ficará listado na área aberta do site e qualquer membro poderá juntar-se ao grupo.  Caberá ao(s) coordenador(es) gerir a comunicação com os restantes membros do grupo de trabalho. Os coordenadores poderão apresentar relatórios de atividades ou planos de atividades na Assembleia-Geral da AIM.

Como adicionar-se aos grupos de trabalho?
Qualquer membro ativo (com as quotas regularizadas) poderá juntar-se a qualquer grupo de trabalho existente na AIM. Para isso, deve aceder à Área de Membros, procurar o grupo de trabalho pretentido e adicionar-se. O funcionamento de cada grupo é da exclusiva responsabilidade do(s) seu(s) coordenador(es).

Qualquer dúvida ou sugestão escreva para membros@aim.org.pt.